<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085</id><updated>2012-02-17T05:48:49.100-08:00</updated><title type='text'>VLADIMIR DA LAPA</title><subtitle type='html'>VLADIMIR DA LAPA - O GRANDE PENSADOR QUE DECIDIU PARTILHAR A SUA VISÃO MUITO PRÓPRIA DO MUNDO. ESCOLHEU, COMO MEIO PRIVILEGIADO PARA LEVAR A CABO TAL DESIDERATO, A BLOGOSFERA.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-863141530435338457</id><published>2011-09-26T08:14:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T07:44:12.272-07:00</updated><title type='text'>"Insista, persista e assim você conquista"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s19XLIf50ao/ToCbuQGZVvI/AAAAAAAAANM/Mim_opqvQ6c/s1600/perseveran%25C3%25A7a%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656692350875424498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-s19XLIf50ao/ToCbuQGZVvI/AAAAAAAAANM/Mim_opqvQ6c/s200/perseveran%25C3%25A7a%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Desde que a crise se começou a desenhar no horizonte que a minha vontade de escrever se começou a esfumar progressivamente até que desapareceu totalmente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Tentei toda a espécie de antídotos de receita livre e prescritos por reputados especialistas, musas inspiradoras, frequentei os melhores médiuns, tarólogos, enólogos, bem como mais uns não sei quantos “ólogos”, e nada de inspiração.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Apesar de todas estas tentativas, a máquina continuava sem querer arrancar, não conseguia passar nem os factos, nem os actos para o papel, depois de lhe ter dado umas pintalgadas pessoais. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, numa das vezes que magicava nos factos e nos actos, acendeu-se uma luz no meu mirrado cérebro. Afinal a culpa não se devia exclusivamente à crise, mas nela também tinham quota-parte as novas regras de ortografia, com as quais não me consigo identificar e às quais também não me consigo adaptar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;“Coisas de velho”, diz-me o meu dilecto herdeiro, rapaz que desde tenra idade está habituado a resolver tudo com o click de um rato misturado com um toque no “enter” do teclado. Não me conformo e respondo que o francês falado e escrito nos diversos países francófonos não é igual em todos eles, o mesmo se passando relativamente ao inglês. Continuando tanto o francês falado e escrito em França e o Inglês falado e escrito em Inglaterra a constituírem uma referência para os outros países, sem que tenham perdido a sua identidade, o seu papel fundamental de referencial e de baliza delimitadora.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Apesar de poder ser apelidado de bota-de-elástico, retrógrado, paternalista e mesmo neo-colonialista linguístico, não me conformo com esta situação, isto não obstante reconhecer que a língua não é algo de estático, imóvel, e a prova disso é a evolução que a língua portuguesa sofreu ao longo dos séculos. Só que nesse caso estamos perante uma evolução sedimentada paulatina e não de uma alteração brusca que mistura um elenco variado de técnicas de gestão, marketing, sociologia e psicologia para que haja uma aceitação generalizada, neste país de novas oportunidades, sem que se meçam as consequências. Técnica que tem constituído o paradigma da actuação dos nossos “mandantes”, nos mais variados domínios da vida pública.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Depois desta breve reflexão, certamente que estarão ansiosos para saber como contornei a minha inibição inspiracional. Não posso dizer, pois o segredo é a alma do negócio. Isto porque sou um humilde e apagado funcionário público, e por causa dessa horrível condição tenho sido nos últimos tempos brindado com uma série de cortes directos e indirectos no meu já de si magro vencimento (se comparado com os praticados na Europa, onde os preços são iguais). Daí que me tenha visto na contingência de abrir ao público uma agência de consultadoria, onde se ensinam técnicas para contornar a crise e vencer a inibição ortográfica para “mulas empancadeiras”, mercê do “savoir faire” que adquiri na minha penosa travessia do deserto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Mais uma vez o desvio foi o motor do progresso, não só do meu e dos clientes que afluem aos magotes, mas também de uns quantos gestores, psicólogos, advogados e especialistas em literatura que deixaram de engrossar as infinitas filas dos centros de emprego.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O sucesso das minhas agências é de tal ordem que segundo dados recentes, estas, conjuntamente com as de compra de ouro usado, serão as únicas responsáveis pela descida milimétrica que a taxa de desemprego apresenta de quando em vez, daí que tenha sido convidado para receber o prémio “insista, persista e assim você conquista”, recentemente instituído pelo Ministério da Economia.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-863141530435338457?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/863141530435338457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=863141530435338457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/863141530435338457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/863141530435338457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2011/09/insista-persista-e-assim-voce-conquista.html' title='&quot;Insista, persista e assim você conquista&quot;'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s19XLIf50ao/ToCbuQGZVvI/AAAAAAAAANM/Mim_opqvQ6c/s72-c/perseveran%25C3%25A7a%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-2525450323377303439</id><published>2010-04-17T05:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T06:40:47.037-07:00</updated><title type='text'>Agilização de procedimentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De repente constatou-se que somos um país de corruptos e de cunhas, ou numa linguagem mais eufemística de “agilizadores de procedimentos”. Tal constatação só pode ter na sua génese a “Teoria do Nada”, segundo a qual, na perspectiva do brilhante pensador que a expôs, nada existe enquanto não é exteriorizado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, todos sabemos, ou pelo menos temos uma vaga ideia que tanto a corrupção como a cunha são algo intrínseco à sociedade lusitana, basta para o efeito ir recuando no tempo folheando jornais, diários da república e escutando histórias pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas ao que parece o instituto da “agilização de procedimentos” é algo que actualmente deve ser colocado numa central de tratamento de resíduos, ou nos casos em que seja impossível a sua reciclagem, então o caminho não poderá ser outro senão a incineração. Isto porque agora a visibilidade e a inserção do país é completamente distinta da época em que vivíamos orgulhosamente sós, contactando, apenas, com o resto do mundo através de barco ou de comboio, quando os Pirenéus defendiam a coutada lusitana da barbárie transpirenaica. Nessa altura tudo se resolvia através de um lauto e opíparo almoço à base de sardinhas, carapaus, entrecosto e febras, no final do qual circulavam de mão em mão uns envelopes de papel pardo; ou então com uns garrafões de vinho, azeite, aguardente, presuntos e outras iguarias entregues com o batimento do pé direito ou esquerdo na porta da residência do “agilizador de procedimentos”, porque as mãos vinham ocupadas com os embrulhos. Com o decurso do tempo, esta “agilização” evoluiu ao ritmo das novas tecnologias, e os envelopes transformaram-se em depósitos bancários numas ilhas que ninguém sabe muito bem onde ficam; as sardinhadas e as “tainadas” transmutaram-se, primeiro em mariscadas e depois em deslocações a sofisticados e originais espaços de restauração de acesso restrito, contornando a natural propensão que a “arraia-miúda” tem para imitar os comportamentos dos seus “ídolos”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Então se passámos do “nada” para “alguma coisa”, e essa coisa (“agilização de procedimentos”), segundo os critérios do mundo onde estamos inseridos, passou a ser nociva, há que procurar uma solução que a recicle ou erradique. Essa solução, segundo os crânios pensantes que de uma forma excelsa nos orientam e dirigem, só pode ser encontrada em mais um emaranhado legislativo, com a tipificação criminal de mais um infindo conjunto de comportamentos, o que se vem juntar a toda uma vasta balbúrdia legislativa quer de carácter formal, quer substancial, de diversas proveniências que já existe neste domínio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como português que sou e devido aos cabelos brancos que ostento na minha rala cabeleira, embora continue a ser optimista até ao momento em que o barqueiro me leve para a “outra margem”, desconfio destes louváveis propósitos. Porque, estes se traduzirão na criação de mais não sei quantas comissões especializadas, tribunais especializados, magistrados especializados, polícias especializados, advogados especializados, prisões especializadas, e no final vemos os “grandes tubarões” a conseguir furar toda esta especialização paga a peso de ouro pelo “pagode”. E, em regra quem cai nas malhas da lei são os incautos, desprevenidos, mas também não menos ambiciosos membros da “arraia-miúda” que apenas queriam arranjar uns trocos para construir uma casa na terra, comprar um Mercedes, proporcionar umas madeixas e umas unhas de gel à sua “mais que tudo”, porque se tais artifícios estéticos ficam bem à mulher do chefe também ficam bem à dele. Mas, mesmo estes se forem alguma vez condenados e remetidos para uma qualquer prisão, são pagos a peso de ouro para se manterem calados, pelo que nem as madeixas, nem as unhas de gel das suas “mais que tudo” saem beliscadas, podendo-as continuar a exibir enquanto tiram bicas no café da esquina, ou digitam códigos de barras na caixa de um hipermercado para ganharem mais uns trocos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que existem diversas soluções para atenuar o quadro patológico da “agilização de procedimentos”, mas que certamente não passarão, apenas, pela constante densificação do respectivo quadro legislativo, mas antes pelo estabelecimento de mecanismos de controlo e pela efectiva prevenção, os quais serão bem menos onerosos que a “densificação” e a “especialização”, ambas expressas em lençóis e lençóis de leis, decretos - leis, decretos regulamentares, portarias e despachos de nomeações, cujo somatório é incluído nos impostos pagos por alguns, os quais, por isso, ficam cada vez mais propensos a entrar no "ciclo da agilização", porque o fardo a cada dia que passa custa, ainda, mais a suportar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-2525450323377303439?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/2525450323377303439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=2525450323377303439&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2525450323377303439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2525450323377303439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2010/04/agilizacao-de-procedimentos_17.html' title='Agilização de procedimentos'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5890361301694439278</id><published>2009-10-04T11:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-20T14:08:17.899-08:00</updated><title type='text'>Jangada lusitana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Durante algum tempo, andei meio toldado, ou mesmo paralisado sem qualquer capacidade de raciocínio, com uma constante tentação para “tirar bilhete” (só de ida) para um qualquer mosteiro do Tibete, ou para um outro destino similar, onde não tivesse de ser fustigado diariamente com os problemas graves da realidade nacional, como seja o brilhantismo do Queirós e dos seus pupilos luso-brasileiros na selecção e o seu ofuscante desempenho alvo de referências elogiosas pelas setes partidas do mundo; o namoro da Luciana Abreu com o Djaló e o grave problema das suas raízes de sangue azul que &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SsjrH7fSkHI/AAAAAAAAAMw/xbEzIgH9FsM/s1600-h/jangada_do_medusa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388815475609342066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SsjrH7fSkHI/AAAAAAAAAMw/xbEzIgH9FsM/s200/jangada_do_medusa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;entroncam nos Braganças; o stress provocado pelo desenrolar do concurso Sexy 20 – Sexy Platina, onde o nosso “premier” Sócrates arrancou um primeiro lugar muito disputado, ao que consta devido aos seus cabelos grisalhos (coisa muito do agrado do público feminino e que o equipara ao George Clooney), conjuntamente com a Fátima Lopes, fazendo um belo par, não sei se a fotografia que juntou estes dois ofuscantes ícones do panorama “jetsetiano” nacional terá sido muito do agrado da colunista e farol-sempre-vigilante da maledicência anti-socrática; o desaparecimento “inesperado” da Manuela Moura Guedes dos ecrãs televisivos e as referências constantes a esta tragédia em toda a imprensa, dando a ideia que a senhora após ter caído em desgraça, foi alvo de auto de fé e conduzida para uma fogueira no Terreiro do Paço, devido a um qualquer acto de bruxaria (suspeito de quase toda a gente respirou de alívio, mas há que manter as aparências….); as eleições, que este ano contaram com a animação cultural dos “Gatos Fedorentos”, os quais tiveram o mérito de injectar uma lufada de ar fresco num período que não costuma ser particularmente alegre, a eles se juntou, antes e depois, o Presidente da República com as suas sábias e doutas intervenções de cariz activo e omissivo, tudo se saldando por mais uma vitória do nosso “premier”, cujos contornos me escuso de comentar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como se toda esta onda de desgraça não bastasse o meu “papa reformas”, onde habitualmente me pavoneio ao fim de semana pelas “routes” do nosso querido Portugal, teve um abafo, ficou silencioso e imóvel quando subia no Reguengo do Fetal em direcção à Batalha para ir comer uns “Pingos de Tocha” ao Oliveira, deixando-me apeado e desesperadamente a salivar pelo doce pitéu. Deve ser da influência da falha sísmica que existe naquele local e das ondas electromagnéticas que tal fenómeno consegue transmitir para o exterior, afectando os sistemas eléctricos, electrónicos e mecânicos, pelo menos foi a explicação aventada pelo rebocador, enquanto carregava o meu “bólide”, com ar doutoral de elevada sapiência de que quem anda a fazer o 12º ano nas “Novas Oportunidades” e com ambições de se inscrever num curso universitário, porque de acordo com as suas palavras “um canudo e o respectivo cachucho ficam sempre bem e dão um certo ar de gente importante”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto fazíamos as curvas em direcção à terra dos três pastorinhos, lá continuou com a sua dissertação, afirmando que dentro em breve se inscreveria num partido político. Assim, quando tiver o canudo, já o caminho para integrar uma lista autárquica e posteriormente uma para deputado à Assembleia da República estará desbravado. Pois, quer fazer o caminho inverso daquele deputado da UDP nos tempos idos do PREC chegou a sentar-se nas cadeiras almofadadas da Assembleia, mas que actualmente ganha o sustento para ele e para a sua prole como rebocador em D. Maria, terra que já foi formosa e famosa pelas suas águas que abasteciam Lisboa, mas que agora não passa de um esconso subúrbio acinzentado da grande metrópole, repleto de casas clandestinas chapeadas a azulejo e outras pérolas da arquitectura portuguesa das últimas décadas, onde a única coisa que me ali atraía era as sandes de metro e meio de altura, e os lautos e opíparos almoços do meu amigo Norberto que entretanto transitou para o além, ficando o estabelecimento fechado para obras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas aquilo que mais me tem atraído a atenção desde que abandonei o “período vegetativo”, foi mais uma guerra do “alecrim e manjerona” entre os bombeiros e a GNR que durante o período em que o Dr. António Costa passou pelo Ministério da Administração Interna, passou a dispor de uma valência de protecção de socorro. Desde aí que o verniz foi estalando no relacionamento entre bombeiros e GNR, com os primeiros sempre a dizer mal dos segundos, mas a copiar tudo aquilo que eles fazem, para depois aparecerem com ares doutorais de inventores da roda quando ela já foi inventada há milhares de anos. A coisa terá mesmo azedado na sequência de um contra-fogo lançado por uma corporação de bombeiros voluntários, onde, ao que consta terá ardido um veículo da GNR. No meio da troca de "galhardetes" foi exigido pelos bombeiros que se clarifique de uma vez por todas o papel desta força de segurança no âmbito do combate aos incêndios, pois não gostaram de ter sido identificados devido aos contornos pouco claros da atitude que tomaram. Como se tudo isto não bastasse, o Dr. António Costa, actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a quem o Dr. Cavaco Silva, incumbiu de presidir às cerimónias do 5 de Outubro (para quem não saiba ou já se tenha esquecido: dia de implantação da República), após uma intensa troca de correspondência, afirma-se que irá prescindir da presença da GNR nas cerimónias, alvitrando-se a hipótese da Guarda ser substituída pelos sapadores bombeiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente este país é um mundo muito pequenino, onde tudo se rege por interesses pessoais, na maior parte dos casos mesquinhos e de ocasião; por isso cada vez fico mais apreensivo com a jangada lusitana, sem saber onde ela vai aportar, ou se de alguma vez deixa a sua eterna deriva e passa a ter um rumo, cada vez mais compreendo Alexandre Herculano e a sua retirada estratégica para Santarém, para cuidar das suas oliveiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5890361301694439278?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5890361301694439278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5890361301694439278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5890361301694439278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5890361301694439278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2009/10/jangada-lusitana.html' title='Jangada lusitana'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SsjrH7fSkHI/AAAAAAAAAMw/xbEzIgH9FsM/s72-c/jangada_do_medusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3043479772572173522</id><published>2009-02-16T14:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T13:06:24.826-08:00</updated><title type='text'>O Segredo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Devido a um conjunto de investimentos de risco que fiz num passado recente, quando, à semelhança de uma fatia significativa da população portuguesa, pensava que tinha visto uma luz dourada ao fundo do túnel e que por isso num futuro próximo ascenderia ao patamar do desafogo financeiro, tive de repensar a minha contabilidade pessoal, formatando as colunas do “deve” e do “haver”, adaptando-as às exigências actuais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha de pensamento e de acção, recomecei a viajar de metro, coisa de que me tinha desabituado, trocando o conforto do carro, das trocas de sms, dos telefonemas, do som da RFM, da TSF, da RCP, pelo desconforto dos solavancos das carruagens metálicas, quase sempre de pé. Ouvindo os romenos a tocar concertina, ou os pedintes (cegos, pernetas, manetas…) a suplicarem uma “moedinha”. Vendo um conjunto de caras cinzentas e tristonhas para quem parece que o mundo vai acabar quando saírem na próxima estação. Sendo, ainda, brindado por um conjunto de olores diversificados de cuja mistura refinada, certamente, resultaria um perfume de sucesso de cariz afrodisíaco, tendo em conta certas movimentações mais ou menos ousadas que ocorrem nas “horas de ponta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das estações onde apanho este meio de transporte, por sinal muito mal cuidada, quando me dirigia para a máquina dos bilhetes para carregar o meu “Lisboa Viva”, verifiquei que esta não aceitava notas de 20 €. Como só tinha uma nota de 20 €, para carregar o cartão e para muitas outras coisas, dirigi-me ao guichet onde se encontrava um funcionário com cara de macambúzio. Este, depois de instado, lá me respondeu com um “diga lá o que quer” que me fez lembrar o meu Sargento Julião, há uns anos atrás, ordenando enrolamentos e cambalhotas por cima de tojos, silvas e poças de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lhe disse que pretendia trocar a nota, porque a máquina não aceitava notas de 20 €, começou a virar de “aberto” para “encerrado” um placard, bastante sebento que estava pendurado na vitrine, vociferando que naquela estação “não havia venda”, pelo que não me podia desenrascar, "aconselhando-me" a utilizar o cartão Multibanco. Até parece que somos obrigados a usar este tipo de cartões para sobreviver na selva urbana. Como nunca trago nenhum, para não cair em tentações consumistas, porque os juros subsequentes não são para brincadeiras e só me iriam debilitar ainda mais, lançando-me efectivamente na sarjeta, depois de perguntar o nome daquele distinto funcionário que nesse momento se rodeou de dois seguranças com aspecto de pertencerem a um grupo de forcados, dirigi-me a uma papelaria ali perto para ver se conseguia retalhar aquela minha pequena fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não levar com mais respostas azedas, porque azedo já eu ando quanto baste, fiz uma aposta no euromilhões, desbaratando parte do pecúlio que devia de investir em sopa de couve lombarda e feijão para me aquecer o estômago e enganar a fome, pensando para comigo: “é só prejuízo”. Mas mesmo que quisesse voltar a pé para casa não conseguia, porque tinha uma bolha no pé direito que parecia uma bola de râguebi, além de não ser aconselhável calcorrear as ruas alfacinhas sob pena de dar cabo dos sapatos e das articulações no pavimento danificado pela invernia e que muito provavelmente só será reparado em vésperas de eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei à estação, o exemplar funcionário lá continuava a trocar impressões com os dois seguranças, tendo os três esboçado um sorriso trocista quando me viram passar, ainda me apeteceu virar-me para eles, esticar o dedo médio da mão direita, recolher os restantes e mandá-los espreitar para dentro de uma caneca das Caldas. Mas como vivemos numa sociedade orwelliana, onde em cada canto existe uma câmara de videovigilância, pensei que poderia ir malhar com os ossos a Tribunal e contive-me, pois nunca se sabe o que vai na cabeça dos juízes e até onde a douta sapiência desta casta superior nos pode conduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em casa, sentado no sofá, quando efectuava uma reflexão epistemológica em torno de toda esta situação, constatei que a Marisa Cruz, debitava os números do sorteio do Euromilhões, mantendo o seu maravilhoso sorriso (ao menos algo que nos alegre), não obstante a desfeita que o enteado lhe fez a ela e ao seu mais que tudo, não os convidando para o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milagre dos milagres, tinha sido contemplado por um prémio, embora daqueles da cauda, mas sempre era um prémio, depois de feitas as contas, no meio de todo este enredo, ainda acabei por ficar com algum lucro, no mais profundo do meu ser agradeci ao simpático do funcionário por não ter troco para a minha nota, só tenho pena que o remanescente não dê para comprar e manter um burro igual àquele em que o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa subiu a Calçada de Carriche há uns anos atrás, provando que se chegava mais depressa de burro do que de carro à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho esperança que numa próxima ocasião, de contornos idênticos, porque isto foi um sinal divino a tentar encaminhar-me para o trilho do sucesso, ganhe ao menos dinheiro suficiente para o burro e para o seu sustento, para que na deslocação casa trabalho e vice-versa, me livre dos inconvenientes do carro e do metro, porque assim ficarei conhecido, podendo acabar em apresentador televisivo, membro de uma loja maçónica, deputado, ministro, presidente de um clube de futebol ou de uma qualquer edilidade e aí de uma vez por todas, alcançar os píncaros da fama e da glória.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3043479772572173522?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3043479772572173522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3043479772572173522&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3043479772572173522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3043479772572173522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2009/02/o-segredo.html' title='O Segredo'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3789493716595960128</id><published>2009-02-02T13:40:00.000-08:00</published><updated>2009-02-02T13:43:56.433-08:00</updated><title type='text'>O Inverno</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SYdorshlYaI/AAAAAAAAAMU/JlGWQEkNoIQ/s1600-h/31_2532-inverno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298318586520363426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SYdorshlYaI/AAAAAAAAAMU/JlGWQEkNoIQ/s200/31_2532-inverno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O Inverno.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O que simboliza para si esta estação do ano?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3789493716595960128?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3789493716595960128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3789493716595960128&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3789493716595960128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3789493716595960128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2009/02/o-inverno.html' title='O Inverno'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SYdorshlYaI/AAAAAAAAAMU/JlGWQEkNoIQ/s72-c/31_2532-inverno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-6780000476554953637</id><published>2009-01-05T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T13:58:18.563-08:00</updated><title type='text'>A crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Se durante o Verão, ao contrário do que é habitual, as palavras que mais ouvimos foram roubo, assalto, furto, carjacking e outras parecidas em vez de incêndio, incendiários, bombeiros, áreas ardidas e mais algumas similares, às quais nos fomos habituando desde que o desordenamento florestal do país atingiu o seu máximo esplendor. Com a chegada do Outono começaram a rufar os tambores da crise, cujo som ecoa cada vez com maior intensidade, ameaçando rebentar &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SWKhK7ARK9I/AAAAAAAAAL0/0yyw2tl6rMk/s1600-h/index.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287966121495964626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SWKhK7ARK9I/AAAAAAAAAL0/0yyw2tl6rMk/s200/index.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;com os tímpanos a uma fatia significativa da população portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crise qual ciclone global varreu o planeta de lés a lés, cumprindo assim a premonição efectuada por Pedro Ferreira Esteves através de um artigo publicado no Diário de Notícias de 30/01/2008, intitulado sugestivamente de “nenhum país escapará à crise.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinais são evidentes a nível internacional, atente-se no caso da Islândia e do empréstimo que teve de contrair perante a Rússia, dos chineses arrastados para miragem dourada dos pólos industriais e que agora regressam às origens de bagagem às costas, conforme demonstra uma fotografia publicada no semanário Expresso deste fim-de-semana, a qual me traz à memória os tempos em que o Sud Express galgava os Pirenéus carregado de mão-de-obra lusitana a caminho da Europa. Mas os indícios também são bem claros a nível interno com o constante apertar do cinto dos portugueses, os quais nalguns casos já não sabem o que fazer para ultrapassar o labirinto das despesas mensais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito, há pouco tempo atrás encontrei o “Bragança”, um “rapaz” um pouco mais velho que eu, mas a quem a fraca propensão para as letras e para os números, mas uma grande apetência para lidar com tudo o que fosse ferramentas, levou a que se tornasse lenhador, trabalhando do nascer ao pôr-do-sol, durante todo o ano com uma moto serra. É uma dessas figuras típicas que encontramos por esse Portugal fora montadas numa Famel Zündapp, com os dentes que lhe restam a segurar uma capa de oleado para fazer frente aos elementos atmosféricos e ornamentando a cabeça com um daqueles capacetes tipo penico, muito vulgares nos motociclistas da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Bragança” vive, sozinho, num espaço semi-abarracado, a meio caminho entre o campo e a serra, atulhado de tudo quanto a imaginação pode alcançar em termos de alfaias e de máquinas para trabalhar no campo e na floresta. Como a sua “mansão” não dispõe de casa de banho, quando o encontrei acabava de lavar as mãos na levada que corre suavemente em direcção ao vale, dando indícios de vir de uma retrete privativa situado atrás de um silvado, pelo menos assim parecia, devido ao cheiro que a brisa da tarde dali trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou logo com um chorrilho de lamentações, pois tinha sido assaltado recentemente, dado que no Portugal profundo também há assaltos, só que no interior não há audiências televisivas dignas de registo, por isso o que por lá se passa não interessa. Mas o seu infortúnio não acabou por aqui, o patrão, ter-se-á metido em “camisas-de-onze-varas” e faltou-lhe o fôlego (carros novos, moradia, casa na praia, férias no estrangeiro…..), por isso não lhe pagava há três meses. Como se isso não chegasse ainda está a braços com um processo por ter cortado uns pinheiros, agindo segundo indicações da entidade patronal, cujo corte nunca tinha sido ajustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava preocupado porque assim não tem gasolina para a motorizada; não pode aliviar o stress nas meninas da casa de alterne; não tem dinheiro para a mercearia, nem se pode emborrachar ao domingo à tarde enquanto atira, a murro, as cartas da sueca para cima da mesa na taberna do Alfredo, porque o livro do fiado também tem uma página que se chama “última”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois vemos que neste país em crise, repleto de moralidade e bons costumes, que o gabinete de Sócrates terá reforçado a adega com 7000 euros em garrafas de vinho, que o Ministério da Justiça terá comprado carpetes no valor de 22000 euros, que a Câmara de Gondomar terá gasto 67742 euros para alimentar e 33250 euros para transportar os gondomarenses que aderiram a um passeio a Braga (as eleições autárquicas já se vêem ao fundo do canudo), e que os ex-administradores da Gebalis tinham uma especial apetência para entrar em campeonatos de milhas aéreas e concursos de gastronomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de toda a pomada jibóia que nos tentam vender diariamente; afirmando que 2009 vai ser muito bom para os portugueses, dando míseras migalhas a umas minorias que se contentam com isso e que se calhar até nem se julgam merecedoras de tanto; continuando a agitar a bandeira das grandes obras públicas; assumindo a paternidade da redução das taxas de juros ditadas pelo BCE; tentando-se, assim, criar um clima de eterna gratidão, traduzido em votos na pafernália eleitoral que se avizinha; a crise continuará a perturbar os já perturbados, mas também aqueles que se julgam imunes ou alheios a esta pandemia, só tenho pena que ela se faça sentir com maior intensidade sobre os “Braganças” deste mundo, afinal aqueles que desde tempos imemoriais têm carregado com os podres da humanidade às costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os únicos que ficam a lucrar com a situação são os psicólogos, psiquiatras e laboratórios que vão escoar os anti-depressivos e afins encalhados, bem como as empresas de gestão e consolidação de créditos que muito prestimosas vão aparecer no caminho dos incautos...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-6780000476554953637?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/6780000476554953637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=6780000476554953637&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/6780000476554953637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/6780000476554953637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2009/01/crise.html' title='A crise'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SWKhK7ARK9I/AAAAAAAAAL0/0yyw2tl6rMk/s72-c/index.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-1479335599520810014</id><published>2008-04-19T15:17:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T15:39:41.301-07:00</updated><title type='text'>Horda de bárbaros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SApzwk4zKJI/AAAAAAAAAIA/lHyxYIB_YqU/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191088798870743186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SApzwk4zKJI/AAAAAAAAAIA/lHyxYIB_YqU/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De tudo aquilo que ultimamente tem feito correr verdadeiros rios de tinta, o que mais me tem chamado a atenção é o pânico em relação à segurança. Fiquei um pouco mais descansado quando vi o Ministro da Administração Interna, em pleno voo, a congeminar e traçar os planos para debelar o clima de insegurança que se foi instalando, com uma pose semelhante ao Marquês de Pombal na reacção ao terramoto de 1755.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como há já algum tempo que não sentia o pulso à noite lisboeta (a idade não perdoa), decidi, com alguns amigos, calcorrear a cidade a coberto do escuro. Depois de jantarmos em S. Bento, fomos tomar café ao Chiado, passámos pelo miradouro de S. Pedro de Alcântara, seguimos para o Pavilhão Chinês, efectuando mais tarde o percurso inverso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De permeio tropeçámos em miúdos, com doze ou treze anos no máximo, à porta dos locais “in” com o espírito e o corpo toldados pela cerveja e pelos charros; demos de caras com uma chusma de toxicodependentes que no citado miradouro aplacavam o seu vício; além de termos encalhado com dois “gorilas” que abanavam desalmadamente um desgraçado (certamente por causa de alguns trocos), os quais deram asas aos sapatos quando sentiram que caminhávamos na sua direcção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na ida encontrámos apenas um polícia de trânsito, o qual, provavelmente em regime de gratificado, tentava, conjuntamente com um arrumador, regularizar o estacionamento junto a uma loja de uma cadeia internacional de moda que acabava de ser inaugurada. À vinda deparámo-nos com quatro polícias municipais discutindo, dentro da viatura de serviço, sobre os próximos capítulos da novela futebolística, totalmente alheados daquilo que se passava à sua volta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dado que não percebo nada da “arte de bem montar segurança em toda e qualquer urbe”, dei o benefício da dúvida, pensando que tudo isto fizesse parte de alguma experiência no âmbito de um “contrato local de segurança”, com uma parceria público - privada (no caso do polícia de trânsito e do arrumador) e com a autarquia no que tange aos polícias municipais, cujos resultados só se fariam sentir a médio e a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas essas minhas esperanças esboroaram-se rapidamente quando nessa mesma semana, recebi uma chamada dando-me conta que um grande amigo meu, depois de ter sido brindado com um valente atesto de porrada por um grupo de encapuzados, tinha ficado sem o seu carro topo de gama, bem como sem outros haveres pessoais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que fomos invadidos por uma horda de bárbaros que à sua passagem tudo pilham, não hesitando em recorrer à violência se tal se mostrar necessário. Era o que dizia a D. Emília, à hora do café e do pastel de nata, pessoa muito crente e frequentadora da Igreja, a qual um dia destes quando ia para o recesso do lar esbarrou com um tiroteio entre a polícia e um bando de marginais, fazendo ali o seu baptismo de fogo.&lt;br /&gt;Foi-se logo inscrever na excursão anual à Terra Santa, projecto adiado há vários anos, porque se tinha conseguido sobreviver àquele embate, também se desenrascaria facilmente se fosse apanhada no meio de algum turbilhão israel - palestiniano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-1479335599520810014?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/1479335599520810014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=1479335599520810014&amp;isPopup=true' title='43 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1479335599520810014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1479335599520810014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/04/horda-de-brbaros.html' title='Horda de bárbaros'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/SApzwk4zKJI/AAAAAAAAAIA/lHyxYIB_YqU/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>43</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8766718620648510425</id><published>2008-03-30T16:14:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T16:27:09.921-07:00</updated><title type='text'>“Ores”, “eiros” e “istas”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R_AfPmPTNtI/AAAAAAAAAH4/OHgw4V55IvE/s1600-h/graduate1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183677523926660818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R_AfPmPTNtI/AAAAAAAAAH4/OHgw4V55IvE/s200/graduate1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já nem me lembro há quantos anos, numa cinzenta tarde de Inverno, quando o frio entrava por todas as frinchas da sala de aulas pré-fabricada e se entranhava até aos ossos, perante a constatação da pouca apetência da classe para a resolução das inequações, um professor de Matemática, rapaz nascido e criado em ambiente citadino, pouco habituado à rudeza do campo e a tudo o que isso implica, do alto da sua infinita sapiência, proferiu a seguinte a afirmação: “nem todos podem ser engenheiros, professores, médicos ou advogados, também há necessidade de agricultores, canalizadores, electricistas, pedreiros, padeiros e carpinteiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase foi tão bem interiorizada, e causou tal efeito que daquela plateia apenas duas pessoas conseguiram ascender ao ensino universitário e concluir um curso superior. Todos os outros, mais cedo ou mais tarde, acabaram por desembocar na “escola da vida”, enveredando por diversas profissões, quase todas elas ligadas à construção civil. Engrossando a já de extensa lista de “patos bravos” que cimentaram, alcatroaram e verticalizaram Lisboa, e que depois se lançaram ao ataque nos arredores da capital, estendendo os seus tentáculos a localidades tão diversificadas como Mafra, Sobral de Monte Agraço, Malveira, Montijo ou Alcochete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à influência daquela frase mágica, em vez de ocupar a minha tarde de domingo a estudar a origem geográfica das diversas notícias publicadas na imprensa nacional, ou o seu tipo, decidi percorrer os respectivos suplementos e analisar os empregos que aí são oferecidos. Constatei que a prevalência vai para o comércio, construção civil, cabeleireiros, empregados domésticos, escritórios, oficinas, acompanhantes, imobiliário. Aparecendo alguma oferta qualificada no suplemento do Expresso, exigindo-se habilitações do nível licenciatura, mas também já bastante ponteado com opções onde não há tal imposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal oferta tem uma amplitude que em traços gerais, corresponde à que consta da afirmação daquele brilhante professor de Matemática, à conta do qual e de muitos outros como ele, espalhados nesses tempos conturbados pelo país afora, ainda hoje se paga a factura do analfabetismo matemático e da aversão à disciplina, com consequências que se têm vindo a revelar bastante complicadas tanto no plano individual como colectivo; contribuindo para o surgimento e agravamento do síndroma do “eduquês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso temos que inovar, apostar em novas oportunidades profissionais, trilhar novos caminhos, abandonar a antiga compartimentação, criando algo entre as duas tradicionais classes de “ores”, “eiros” e “istas”. Exemplos de sucesso não faltam, veja-se o caso dos professores-advinhadores, dos guarda-costas, das cobranças difíceis, e dos detectives privados. Esta última área está a ser alvo de uma procura cada vez mais acentuada, havendo um dos profissionais do sector que se assume como especialista em questões de “cornos” ou de “chavelaria”, recorrendo para o efeito aos meios tecnológicos mais avançados. O sector é de tal forma apetecível que alguns profissionais trocam o sector público pelo privado, fazendo no “intermezzo” alguma promoção nos canais televisivos como comentadores de questões relacionados com a segurança. Mas há outros exemplos no horizonte, e nalguns países começam a surgir cursos superiores de música rock, ioga, design de jogos, devidamente acompanhados de pós graduações em sexo tântrico, japonês, reeducação respiratória e noutras disciplinas congéneres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em linha de conta o cenário actual, com a betonagem, o asfaltamento e a verticalização em crise, embora com algumas luzes ao fundo do túnel, dado que se aproxima a época eleitoral e fica sempre bem correr o país a cortar fitas; crise que é transversal (de uma ou de outra forma) a diversos espaços tradicionais de empregabilidade. Na minha modesta opinião, estará aqui uma hipótese de baixar o nível desemprego, trazendo-o para limites aceitáveis, além de que se daria uma lufada de ar fresco no panorama universitário nacional, chamando para o seu seio aquilo que até agora têm sido consideradas como franjas marginais do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8766718620648510425?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8766718620648510425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8766718620648510425&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8766718620648510425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8766718620648510425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/03/ores-eiros-e-istas.html' title='“Ores”, “eiros” e “istas”'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R_AfPmPTNtI/AAAAAAAAAH4/OHgw4V55IvE/s72-c/graduate1.png' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-56161803737352553</id><published>2008-03-17T06:54:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T06:57:58.157-07:00</updated><title type='text'>A Primavera</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R954glBwP7I/AAAAAAAAAHw/zyRWeInKXjY/s1600-h/V%25C3%25A5ren_%25281907%2529_av_Carl_Larsson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178709122613264306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R954glBwP7I/AAAAAAAAAHw/zyRWeInKXjY/s200/V%25C3%25A5ren_%25281907%2529_av_Carl_Larsson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Primavera aproxima-se a passos largos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que significado tem para si a esta estação do ano?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-56161803737352553?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/56161803737352553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=56161803737352553&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/56161803737352553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/56161803737352553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/03/primavera.html' title='A Primavera'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R954glBwP7I/AAAAAAAAAHw/zyRWeInKXjY/s72-c/V%25C3%25A5ren_%25281907%2529_av_Carl_Larsson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-910572132906249574</id><published>2008-03-02T16:08:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T14:22:13.018-08:00</updated><title type='text'>Este não é um país para velhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Há uns anos atrás, tive uma colega de liceu, cuja família no dia 26 de Abril de 1974 apanhou o primeiro voo disponível para o Brasil, deixando-a aos cuidados dos avós.&lt;br /&gt;Por isso, ia com alguma frequência a “Terras de Vera Cruz” visitar os seus progenitores. Quando o fazia, inevitavelmente, dirigia-se, previamente, ao mercado semanal, para se abastecer de roupa, calçado, e outros adereços. O que me deixava algo perplexo, devido aos sinais de ostentação que &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R8tDhjqPZFI/AAAAAAAAAHo/II2dL2P0FJw/s1600-h/seca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173302840752301138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R8tDhjqPZFI/AAAAAAAAAHo/II2dL2P0FJw/s200/seca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;evidenciava no dia-a-dia, traduzidos desde logo no facto de ser transportada até às portas do liceu pelo motorista da família.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, depois de alguma insistência da minha parte, lá me explicou o porquê do recurso à “boutique alcofa” quando se aproximava mais um voo transcontinental. Fiquei a saber que no nosso “país irmão”, em menos de um fósforo se podia ficar sem uma qualquer peça de roupa, calçado, adereços, ou quaisquer outros objectos pessoais, bastando para o efeito que estivessem reunidos três requisitos cumulativos: tratarem-se de artigos de marca, circular com eles na via pública, poderem ser facilmente transaccionáveis ou terem alguma utilidade para quem deles se apropriasse.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Adorei a sistematização da minha colega, qualidade que ainda hoje mantém e que lhe tem sido de extrema utilidade na actividade que exerce, ao mesmo tempo pensei para comigo mesmo que um vandalismo de tal ordem seria impossível e impensável nesta “terra de brandos costumes”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O tempo encarregou-se de me fazer mudar de opinião, a mim e a muitos outros portugueses. Exemplos não faltam, são os mais novos que junto das escolas, ficam sem os telemóveis, os ténis de marca, os bonés, as mochilas, o dinheiro. Carros que são roubados sob a ameaça da prática de violência, muitas vezes concretizada e nalguns casos levada ao extremo, como ainda recentemente aconteceu em Sacavém e Oeiras, onde os proprietários dos veículos foram barbaramente baleados. Estes carros, posteriormente, são utilizados na prática de outros crimes igualmente violentos em que não se olha a meios para atingir os fins. Se são encontrados estão prontos a irem para uma sucateira, mas por regra são encaminhados para um qualquer país do terceiro mundo, onde chegam a circular com a chapa de matrícula local, colada em cima da original.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o governo refugia-se nas estatísticas, na posição ocupada por Portugal no ranking dos países mais seguros do mundo, esperando que a situação se resolva por si. Afirmando que a solução milagrosa (tipo poção do Astérix) estará contida no Relatório de Segurança Interna de 2007, dado que este documento, a ser publicado brevemente, além das habituais estatísticas, apontará caminhos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esperemos que efectivamente aponte caminhos, porque os que actualmente são percorridos pelas forças e serviços de segurança são bastante tortuosos. É a confusão na PJ a propósito da publicação ou não da respectiva lei orgânica, a situação da directoria do Porto, os inspectores acusados de agressões à mãe da Joana. Mas nas duas forças de segurança o horizonte também está matizado de cinzento, pois estão imersas na incerteza da regulamentação das leis orgânicas, lançando mega operações, das quais só muito raramente resultam detenções de autores de furtos e roubos, mas em contrapartida são levantados muitos autos de contra ordenação por infracções de trânsito e detidas inúmeras pessoas por condução sob o efeito do álcool. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, como a barafunda é total há uma infinidade de contra ordenações em risco de prescrever. Para evitar tal rombo nos cofres do Estado, irá ser celebrado um protocolo com a Ordem dos Advogados, para que os advogados e os advogados estagiários passem a instruir este tipo de processos contra ordenacionais. Entretanto, muitos funcionários (juristas e administrativos) que estavam na antiga DGV e que trabalhavam nesta área, passaram a integrar a mobilidade especial da função pública, não tendo sido aproveitados para integrar os quadros da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realmente este país, não é mesmo um país para velhos, não no sentido de pessoas idosas, porque estas possuam um capital de experiência adquirido ao longo da vida que é de extrema importância, mas de velhos métodos. Os velhos métodos utilizados para os “brandos costumes” não são eficazes na actualidade, e muito menos o serão no futuro, pelo que há que alterá-los sob pena de cairmos numa espiral de violência incontrolável que nos arraste para uma situação como a dos Estados Unidos, onde 1% da população adulta está presa, ou como a do Brasil, com territórios controlados pelo crime organizado, o qual no interior das prisões, a pedido de particulares e mediante pagamento, aplicam a justiça de acordo com os seus padrões.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-910572132906249574?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/910572132906249574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=910572132906249574&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/910572132906249574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/910572132906249574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/03/este-no-um-pas-para-velhos.html' title='Este não é um país para velhos'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R8tDhjqPZFI/AAAAAAAAAHo/II2dL2P0FJw/s72-c/seca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-162615027976636</id><published>2008-01-28T14:26:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T10:48:25.138-08:00</updated><title type='text'>“All Lisbon”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Este texto foi escrito no dia em que uma pessoa muito especial adormeceu para sempre no mar da paz eterna, depois de anos a lutar contra um inimigo infinitamente superior. Dedico-lhe as suas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R55WoHhMZ6I/AAAAAAAAAHg/ygnZ758h2oo/s1600-h/Rua-Fernando-Pedroso-15-demoliÃ§Ã£o.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160657470226196386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R55WoHhMZ6I/AAAAAAAAAHg/ygnZ758h2oo/s200/Rua-Fernando-Pedroso-15-demoli%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt; &lt;strong&gt;Recentemente, devido a um conjunto multifacetado de vicissitudes, tenho percorrido algumas zonas de Lisboa e arredores, as quais, habitualmente, não são visitadas nem pelos turistas nacionais, nem pelos estrangeiros. O que se deve ao facto de não constarem dos roteiros turísticos, mas também porque o seu nome é de tal forma conotado com aspectos negativos, amplamente divulgados por alguma imprensa especialmente vocacionada para o efeito, que a hipótese de uma visita é liminarmente afastada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas há, por esses lados, motivos com interesse de sobra para serem visitados. Desde logo, mercearias e tascas equipadas a rigor nos finais do Séc. XIX e que até hoje não sofreram qualquer tipo de alteração, mantendo assim a sua traça original, constituindo um património arquitectónico de valor incalculável. Sendo de referir que a sua preservação só se torna possível porque o organismo encarregue da fiscalização de tais actividades não ousa penetrar nestes territórios, isto não obstante o tipo de equipamentos que utilizam e o treino militar ou paramilitar que têm.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Igualmente centenárias são algumas fábricas, bem como quintas e vivendas ornadas com roseiras, limoeiros e nespereiras, entretanto abandonadas, as quais desempenham um papel social muito importante, dado que têm espaços que são utilizados em regime de rotatividade para aliviar o stress masculino e encher a carteira de algumas senhoras que se dedicam à profissão mais velha do mundo; outros desses espaços servem para o tráfico e consumo de uns produtos de cor acastanhada ou branca, provenientes de África, da Ásia ou da América Latina; finalmente servem ainda de estabelecimento de hotelaria para a rapaziada que devido a diversas vicissitudes da vida não tem eira e nem beira e a partir de determinada hora sente uma atracção irresistível pelo abraço de Morfeu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A todo este património, de provecta idade, junta-se uma malha urbanística, moderna, consubstanciada nuns magníficos caixotes de cimento, cuja traça só pode ter saído das nossas melhores escolas de arquitectura. Estes caixotes, caracterizam-se pela sua coloração desmaiada; pelos traços da humidade que acompanham o formato dos tijolos das paredes externas, provocando a ilusão óptica de que estes últimos estão à face do reboco; e pelos “grafittes” que os ornamentam. Numa fase mais avançada, as persianas parecem a boina de um adepto do Benfica numa daquelas tardes em que as coisas não correram muito bem ali para os lados da Luz;  numa manifestação de boas vindas, da simpatia e hospitalidade, tipicamente portuguesas, a porta da entrada, de muitos dos edifícios está aberta, de par em par; e alguns vidros das janelas, para permitir uma ventilação apropriada à canícula lusitana, apresentam uns orifícios de tamanho médio e com aspecto irregular.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas o ponto alto, são as hortas que ladeiam todo este vasto e multissecular património arquitectónico. Seguindo a lição do fundador do PPM que entretanto se transferiu para o MPT com medo que a sede do partido lhe desabasse em cima da cabeça, como numa fase posterior veio a acontecer, existem milhares de hortas urbanas. A maior parte delas situam-se junto às vias que rasgam a cidade de lés a lés, apresentando aí a hortaliça uma coloração peculiar, talvez devido ao “gasolinamento” diário a que são sujeitas, mas também por causa da água utilizada na rega, a qual rega e aduba, porque é bombeada de rios e riachos que na corrente transportam de tudo um pouco, resultando dali um “mix” com uma potência infernal, o qual só é batido aos pontos pelas águas da barragem das Três Gargantas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além do seu aspecto viçoso, estas hortas ostentam uma ornamentação muito peculiar, constituída por garrafões de água e outros recipientes provenientes da detergentoteca caseira, os quais depois de esvaziados, são hasteados na extremidade de uma vara através do gargalo, tentando assim afastar a passarada. Só que a passarada da cidade não se deixa enganar com facilidade e sempre que pode vai dando umas bicadas na hortaliça e enchendo o papo. Contudo, estes pássaros, passarinhos e passarões, quando menos espera são apanhados nas ratoeiras meticulosamente espalhadas no terreno, e servidos, posteriormente, nos estabelecimentos da especialidade.&lt;br /&gt;Por seu turno, a hortaliça é vendida, através de um sistema similar ao “hawala”, de forma dissimulada de porta em porta, ou numa qualquer esquina da cidade, sendo a sua procura muito elevada. Afinal de contas, estamos na presença de produtos resultantes de agricultura biológica, não sujeitos a tratamentos com pesticidas, adubos químicos ou afins. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como facilmente se depreende as potencialidades turísticas destas zonas são infinitas, e susceptíveis de fazer as delícias dos adeptos da descoberta, da novidade, da surpresa, da emoção, da fotografia e do vídeo, demonstrando que há Lisboa para além do fado Bairro Alto, dos pastéis e da Torre de Belém, dos Jerónimos, da Baixa e do Chiado, contribuindo para divulgar Portugal e a sua capital nas diversas vertentes que a compõem ao mundo inteiro, tentando alcançar pontos do globo onde a imagem de uma famosa cigarrilha, saboreada na euforia da passagem de ano, não conseguiu penetrar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto à susceptibilidade dos turistas serem vítimas de algum crime, esta é inferior àquela que existe numa favela do Rio de Janeiro, ou num qualquer outro destino idêntico, pelo menos é o que consta das estatísticas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas, mesmo assim, se algum visitante ficar sem os seus haveres pessoais através da acção de um amigo do alheio mais ousado, bastará uma deslocação ao departamento policial especialmente vocacionado para o efeito, onde será preenchida uma série infindável de formulários, cuja dimensão é inversamente proporcional à possibilidade de recuperar os artigos surripiados. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Caso alguém seja apanhado no meio de um inesperado tiroteio, isso também não constitui um problema grave, porque em Lisboa, além do INEM, existem diversas corporações de bombeiros, daí que se presuma que o socorro e o atendimento pré-hospitalar sejam relativamente rápidos, e que da troca de comunicações não resulte nenhum episódio hilariante, com todos os requisitos para servir de base a uma boa revista à portuguesa, como aquele que visionámos em directo ainda recentemente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tendo em conta todas estas potencialidades, só falta iniciar a campanha de promoção turística, a qual terá de ser efectuada dentro e fora de portas, aliás à semelhança daquilo que aconteceu noutras zonas do país. Para o efeito proponho que o slogan da mesma seja: “All Lisbon”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-162615027976636?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/162615027976636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=162615027976636&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/162615027976636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/162615027976636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/01/all-lisbon.html' title='“All Lisbon”'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R55WoHhMZ6I/AAAAAAAAAHg/ygnZ758h2oo/s72-c/Rua-Fernando-Pedroso-15-demoli%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4013364588137481500</id><published>2008-01-05T12:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T13:14:16.064-08:00</updated><title type='text'>Lisboa - Dakar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3_rFeUDUaI/AAAAAAAAAHY/jR-doqWoslM/s1600-h/2007-01-29-653.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152094978004177314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3_rFeUDUaI/AAAAAAAAAHY/jR-doqWoslM/s200/2007-01-29-653.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi há cerca de 200 anos (17 de Novembro de 1807) que as primeiras hostes do exército francês entraram em Portugal pela fronteira de Segura na Beira Baixa. Iniciando-se assim aquilo que ficou conhecido pelas Invasões Napoleónicas, das quais se guardam terríveis memórias, como é referido por Vasco Pulido Valente na sua recente obra: “Ir Pró Maneta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a edição deste ano do Rali Lisboa – Dakar foi “pró maneta”, devido a uma ameaça terrorista que pairava sobre a Mauritânia, país onde na véspera de Natal foram mortos quatro turistas de nacionalidade francesa. Por tal motivo, o governo francês desaconselhou os seus cidadãos a participar na prova, a qual envolvia um total de 2500 pessoas provenientes de 50 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que constituiu uma vitória para o terrorismo que assim conseguiu transmitir a sua mensagem, imobilizando nos pântanos do medo uma prova desportiva desta dimensão. Seguindo esta lógica, um dia destes uma organização terrorista qualquer lança uma ameaça de ataque em Lisboa se alguém tiver a ousadia de sair de casa para ir trabalhar ou fazer o quer que seja. Mercê de tal ameaça, Portugal inteiro fica no recesso do lar, comodamente instalado no sofá assistindo em directo ao desenrolar dos acontecimentos através da rádio, da televisão e da internet. Estes meios de comunicação social, certamente, não perderão a oportunidade para aumentar o leque de oferta publicitária, porque mesmo que depois de passada a ameaça lhes seja aplicada alguma coima, os lucros conseguidos superarão o montante desembolsado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança daquilo que aconteceu com Napoleão, também Sarkozy neste momento tenta relançar a França, país que durante as últimas décadas tem andado pelas ruas da amargura em termos de projecção internacional. Para tal, nada melhor de que interferir com a realização de uma competição desportiva deste nível, a qual neste momento tem a designação de Lisboa – Dakar, mas que noutros tempos já se apelidou de Paris – Dakar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certeza absoluta que se a partida fosse em Paris, o governo francês tomaria medidas adequadas para não impedir a realização de um evento desta natureza, devido aos prejuízos que daí advêm, e, acima de tudo, para que a imagem de França não fosse manchada. Embora, como é óbvio, sem que passasse pela Mauritânia para não pôr em causa a segurança da caravana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ela partia de Lisboa, o próprio Sarkozy puxou o lustro aos já semi-enferrujados galões imperiais, e inspirado pelo recente sucesso no campo amoroso que tanta tinta tem feito correr por esse mundo fora, além das instruções que deu aos seus cidadãos, terá forçado a empresa pública Total, fornecedora oficial de combustíveis da prova, a sair de cena, não obstante a logística já estar toda montada ao longo do itinerário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta atitude demonstrou o seu poder, da mesma forma que o seu conterrâneo Loison o fez no séc. XIX, com as suas célebres digressões punitivas em terras lusitanas. Só que a punição desta vez não se traduziu em mortos, feridos, mulheres violadas, casas e igrejas saqueadas e queimadas, colheitas destruídas, mas em avultados prejuízos económicos, para a organização, para os participantes, para as autarquias, para o turismo em geral e para todos os aficionados do desporto automóvel e para Portugal, cujo nome fica para sempre associado ao cancelamento de uma edição desta prova desportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que a próxima edição parta de Paris e numa jogada de mestre ao bom estilo da moderna escola francesa de “intelligence économique”, atravesse a União Europeia em direcção a leste, com a bandeira tricolor dardejando ao vento, passando, como não poderia deixar de ser, pela Hungria, devido aos ancestrais laços que ligam o actual presidente gaulês à terra dos magiares. Rumando depois à Rússia de Puttin para cair nas boas graças deste grande democrata e profundo adepto de uma corrente denominada de neo-rotativismo, consubstanciada numa inovadora versão de alternância entre os cargos de presidente e de primeiro-ministro, tendo em vista o acesso da estatal Total às enormes reservas de combustíveis fosseis que por ali existem. A meta final é provável que esteja em Pequim, capital de um apetecível mercado de mais de um bilião de almas para as exportações francesas, e que tem como imagem de marca a intransigente defesa dos direitos humanos, bem como, a permanente preocupação com as questões ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, cá pelo burgo continuaremos a discutir quem paga os prejuízos, disparando argumentos e contra argumentos em todas as direcções, dando a habitual imagem de confusão generalizada, de escassez de ambição e de horizontes limitados. Porque se assim não fosse, certamente, existiria um plano alternativo e argumentos que permitiriam rechaçar o ataque gaulês, evitando o cancelamento desta edição. Mas isso seria exigir demasiado a um país que ficou asfixiado, desde o primeiro dia do novo ano, com a questão do fumo do tabaco e daí para cá ainda não conseguiu parar de tossir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4013364588137481500?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4013364588137481500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4013364588137481500&amp;isPopup=true' title='48 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4013364588137481500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4013364588137481500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2008/01/foi-h-cerca-de-200-anos-17-de-novembro.html' title='Lisboa - Dakar'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3_rFeUDUaI/AAAAAAAAAHY/jR-doqWoslM/s72-c/2007-01-29-653.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>48</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-78716735566165017</id><published>2007-12-30T14:49:00.001-08:00</published><updated>2007-12-31T01:43:27.583-08:00</updated><title type='text'>Portugal e os portugueses</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3i5aOUDUZI/AAAAAAAAAHQ/04TLEvqJU_0/s1600-h/portugal.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150070034068099474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3i5aOUDUZI/AAAAAAAAAHQ/04TLEvqJU_0/s200/portugal.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;José Pacheco Pereira, num artigo publicado no Público de 29 de Dezembro de 2007, referia-se à nossa (portuguesa) pobreza, à nossa rudeza, à falta de independência face aos poderosos, grandes, pequenos e médios, os péssimos hábitos de pensar a falta de estudos e trabalho, de leitura e “mundo” que caracterizam o nosso “Portugalinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, Vasco Pulido Valente, escreveu no mesmo Jornal em 30/12/2007, que os portugueses em 2007, ignoraram o mundo, mal se interessaram pelo mísero estado de Portugal e da “Europa” e nem mesmo a eles mesmos conseguiram dar grande atenção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quer partilhar a sua opinião sobre tais afirmações?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;©&lt;/strong&gt; Vladimir da Lapa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-78716735566165017?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/78716735566165017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=78716735566165017&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/78716735566165017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/78716735566165017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/12/portugal-e-os-portugueses.html' title='Portugal e os portugueses'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3i5aOUDUZI/AAAAAAAAAHQ/04TLEvqJU_0/s72-c/portugal.gif' height='72' width='72'/><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5894288477707219236</id><published>2007-12-28T15:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-29T17:30:11.693-08:00</updated><title type='text'>Sonhar e Ousar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3WCWZJkotI/AAAAAAAAAHA/HCSWN1y80oI/s1600-h/bridge_flowers_470x354.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149165070187799250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3WCWZJkotI/AAAAAAAAAHA/HCSWN1y80oI/s200/bridge_flowers_470x354.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De uma forma inesperada, fui atacado por uma avassaladora maré de letargia que me fez vegetar, perdido, entre o abstracto e o concreto, numa espécie de limbo. Senti-me assim, por breves instantes, quando num Verão distante lutava contra as ondas na Praia Grande, e fui embrulhado por uma delas, ficando meio inanimado, só tendo acordado quando dei com as costas no areal. Ainda hoje quando vou a esta praia, da qual guardo muitas e boas recordações, sobretudo pelo magnífico horizonte que se consegue desfrutar depois de subir a escadaria íngreme das arribas, agradeço ao mar por me ter devolvido à vida sem qualquer mazela.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia de Natal quando passeava na rua que me viu nascer, sentindo o odor de um pedaço de açucena misturado com alecrim que macerava vagarosamente com o indicador e o polegar direitos, matando o tempo que faltava para começar a degustar o cabrito e o tinto rubi da última colheita, ouvi uma buzinadela atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me do automóvel, constatei que lá dentro, no banco da frente do lado direito se encontrava um amigo meu de juventude. Com ele, e com muitos outros, vivi um amplo conjunto de histórias, dignas de constarem de qualquer livro ou filme neo-realista, as quais, um dia mais tarde, quando a compressão do espaço e do tempo não me atormentarem tão acentuadamente, tenciono contar com algum pormenor, para que não caiam no esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo, numa tarde de Verão, há dois anos atrás, depois de um almoço bem comido, e ainda melhor bebido, como me confessou posteriormente, fez questão de se meter ao volante da sua potente mota. Ao fim de dois ou três quilómetros, e de meia dúzia de curvas, cada uma mais traiçoeira que a outra, entrou em despiste, sendo o seu corpo atlético projectado contra um sinal de proibição de ultrapassagem, o qual ficou literalmente vergado. Levou, ainda, à frente parte de um muro de pedra calcária solta que veda a horta, onde no passado, pela calada da noite, nos deliciávamos com uns pêssegos maravilhosos, satisfazendo assim as nossas necessidades vitamínicas diárias recomendadas pela OMS.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando apertámos as mãos, as lágrimas brotaram de imediato, isto porque ao contrário do que muito boa gente diz, os homens calejados pelas intempéries da vida também choram, e não têm vergonha de o fazer. Não lhe pude dar o abraço com que habitualmente nos cumprimentávamos quando nos reencontrávamos noutros tempos, porque está paraplégico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Disse-me que ao fim de oito meses em Alcoitão tinha feito progressos assinaláveis e que estava seriamente esperançado em chegar mais além. Tendo referido, num tom humorado que estava habilitado com todas as categorias para a condução de uma cadeira de rodas, da qual se poderá vir a libertar, se entretanto, surgir algum método terapêutico inovador que lhe devolva a capacidade locomotora, o que no mundo actual não está completamente posto de parte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal como o mar há uns anos atrás me devolveu à vida, também a conversa com o meu amigo me deu o abanão de que eu estava a precisar. Isto, porque não obstante o conjunto de questões complexas com que nos digladiamos diariamente há que ter sempre esperança, há que sonhar e lutar pela concretização dos sonhos, acreditar que a mudança é possível, não nos deixando enredar pelas teias do “se” e do “talvez”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É esta a mensagem que quero deixar a todos aqueles que me têm acompanhado ao longo da vida e particularmente a alguém muito especial que certamente irá ler estas linhas e as suas entrelinhas: “há que sonhar e ousar”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5894288477707219236?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5894288477707219236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5894288477707219236&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5894288477707219236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5894288477707219236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/12/sonhar-e-ousar.html' title='Sonhar e Ousar'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R3WCWZJkotI/AAAAAAAAAHA/HCSWN1y80oI/s72-c/bridge_flowers_470x354.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3062197428732232527</id><published>2007-11-24T15:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T17:11:57.945-08:00</updated><title type='text'>"Este ano não há prendas para ninguém"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R0i1neKL8FI/AAAAAAAAAG4/r2OL_eqoyCY/s1600-h/Prendas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136555064731365458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R0i1neKL8FI/AAAAAAAAAG4/r2OL_eqoyCY/s200/Prendas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;É a vedeta do momento, não sei quem pagou o cachet, mas conseguiu-se que aterrasse no Aeroporto da Portela, e se exibisse em algo similar a comícios, jantares, cerimónias diversas e encontros mais ou menos íntimos com o poder político, onde chegou a provar pastéis de bacalhau, só faltou uma exibição de canto, uma daqueles com que brinda os venezuelanos durante as suas aparições televisivas e que já deram origem a gravações em CD para posterior venda ao que parece com bastante sucesso.&lt;br /&gt;Nem mais, o homem que o rei de Espanha mandou calar, pisou o solo do nosso rectângulo, tentando, desta forma, ainda irar mais os “nuestros hermanos”. Não podemos perder de vista a esfera de influência que estes querem manter a todo o custo naquilo que já foi o seu território colonial preferencial e o relacionamento, nem sempre fácil, entre os dois países que dividem entre si o território da Península Ibérica.&lt;br /&gt;Mesmo que se queira olvidar este episódio que catapultou o rei espanhol para os píncaros da popularidade, num momento em que tanto precisava devido à contestação interna em relação à persistência da monarquia, tal não será possível, para desespero dos diplomatas, sempre muito avessos a soluções bruscas, porque circula de telemóvel em telemóvel um toque que tem por fundo a frase da polémica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se há coisa que cá tem abundado nestes últimos dias é exactamente a polémica. Desde logo, o Código Processo Penal continua a dar que falar, havendo inclusive quem o classifique de um “código paroquial”, de horizontes limitados, muito bom para tratar de processos de “pilha galinhas”, mas completamente desadequado para combater a grande criminalidade. Começando a “vox populi” a sussurrar, muito baixinho que existirão alguns interesses obscuros por entre as linhas daquele dispositivo legal.&lt;br /&gt;Ao falar de legislação penal, não poderia deixar de referir a passagem à reforma do Doutor Jorge Figueiredo Dias, o “papa” do Direito Penal português, e uma das grandes referências a nível internacional nesta matéria, autor do Código Penal e do Código de Processo Penal, ainda em vigor, não obstante as sucessivas reformas de que têm sido alvo. Sendo estes dois códigos, uma produção de génese coimbrã, não deixa de ser estranho que na última revisão não tenha estado envolvido nenhum dos grandes penalistas daquela escola de direito. Certamente, em breve começarão a ser tecidos alguns comentários em torno deste assunto, porque depois da “aula do pijama” o maior dos penalistas portugueses terá tempo para se debruçar sobre esta e outras questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de voz sussurrante, a que atrás me referia, está relacionado com o facto de numa qualquer esquina poder existir “um radar que apanha tudo no ar”, com as inovações tecnológicas que vão surgindo a cada instante, vale mais prevenir do que remediar, longe vão os tempos do grampeamento artesanal das linhas telefónicas, agora tudo se faz com elevado grau de sofisticação.&lt;br /&gt;Por isso, além de terem fechado a “Ginjinha do Rossio”, local onde de quando em vez me deliciava com aquele verdadeiro néctar dos deuses enquanto ouvia as novidades contadas pelos engraxadores, e de, entre outras coisas, no Verão terem calcorreado os areais algarvios apreendendo deliciosas bolas de Berlim, os implacáveis inspectores da ASAE decidiram irromper Lisboa fora, apreendendo diversos equipamentos que poderiam ser utilizados na prática de escutas ilegais. Tentando assim sossegar meio mundo que andava em pânico com a possibilidade de devassidão da sua vida íntima, a qual, na maior parte dos casos, contem intimidadas problemáticas. Mas o sossego é aparente, porque equipamentos idênticos ou mais sofisticados podem ser adquiridos aquando de uma simples viagem a Andorra, ou ainda mais facilmente através do comércio electrónico, onde tudo se vende e tudo se compra, sem que tal actividade seja perturbada pela chegada repentina de um qualquer órgão de polícia criminal competente para a sua fiscalização que profira aquela frase sacramental: “os documentos do estabelecimento se faz favor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, também os órgãos de polícia criminal, designadamente a GNR e PSP, não ficaram muito bem vistos na fotografia que lhes foi tirada, não sei se com máquina digital ou analógica, pelo Inspector Geral da Administração Interna. Embora tenha de concordar com alguns dos pontos focados, não nos podemos esquecer, entre outras, de três coisas: as Forças de Segurança estão num processo de transição, o modelo actual, certamente, não será o definitivo e ainda demorará algum tempo a alcançar a tão almejada estabilização; por outro, lado Portugal continua a ser um dos países mais seguros do mundo, a tal facto não será alheio o papel das polícias, não obstante o mar de dificuldades em que todos os dias navegam e alguma adjectivação que lhes é dirigida; finalmente, um polícia ou um guarda, ante de mais é um homem, não é um computador, além de todo um vasto conjunto de conhecimentos técnicos e tácticos, têm de dominar um acervo legislativo em muito superior àquele que a maior parte das pessoas deste país relacionadas com a aplicação da lei dominam, têm de tomar decisões ao segundo, numa rua, numa viela de um bairro degradado, num ermo, num condomínio privado, portanto, nos mais variados locais e perante os mais diversos estratos sociais. Actuações que depois serão analisadas e escalpelizadas no conforto de um gabinete, longe de todo o quadro circunstancial onde ocorreram, dando origem às mais diversas interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, ficou-se a saber que existirão movimentações para o surgimento de uma aliança entre patrões e sindicatos, a qual poderá desembocar numa greve geral. É a imagem do desespero, num país com 444 mil desempregados, onde cada contribuinte paga 671 euros em impostos e cada português deve, em média, 12 mil e quatrocentos euros à banca.&lt;br /&gt;Mas, anestesiados pela propaganda, pela publicidade e pelas emoções do futebol, vamos caminhando em direcção aos dois próximos marcos do calendário, o Natal e a passagem de ano, calcorreando os corredores dos centros comerciais e de outros espaços similares, os quais ao que parece duplicarão até 2010, olhando as montras e contando os trocos, tentando desta forma conciliar os desejos típicos desta altura do ano com os magros recursos monetários, objectivo cada vez mais difícil de alcançar.&lt;br /&gt;Daí que hoje, enquanto tomava café, no país real, tenha ouvido, na mesa do lado, a seguinte frase lapidar: “este ano não há prendas para ninguém”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3062197428732232527?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3062197428732232527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3062197428732232527&amp;isPopup=true' title='65 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3062197428732232527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3062197428732232527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/11/este-ano-no-h-prendas-para-ningum.html' title='&quot;Este ano não há prendas para ninguém&quot;'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/R0i1neKL8FI/AAAAAAAAAG4/r2OL_eqoyCY/s72-c/Prendas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>65</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4889327167506272266</id><published>2007-11-02T07:42:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T08:16:45.088-07:00</updated><title type='text'>À escuta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;De repetente, o país acordou do torpor estival, e na sequência de uma entrevista dada pelo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rys5VEgut8I/AAAAAAAAAGo/1bw1IZ-s7hw/s1600-h/escuta_telefonica.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128255634842499010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" height="167" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rys5VEgut8I/AAAAAAAAAGo/1bw1IZ-s7hw/s200/escuta_telefonica.jpg" width="130" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Procurador Geral da República, onde este ilustre magistrado judicial afirmava que até o seu telemóvel poderia estar sob escuta, as cerca de dez milhões de almas que ocupam este rectângulo à beira mar plantado, começaram a suspeitar, em bloco, que também o seu “cantante” pudesse estar a ser devassado, pois, de 2002 até hoje, terão sido efectuadas cerca de 52 mil escutas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No melhor estilo, de uma forma desembaraçada e acutilante, lá foi o Procurador Geral à Assembleia da República, ser submetido a uma verdadeira prova oral sobre as escutas telefónicas e sobre as declarações prestadas na imprensa, sendo do consenso geral que saiu dali em ombros, tendo deixado incomodados e agastados alguns dos interpelantes, o que foi perfeitamente visível na forma como se remexiam na cadeira, e nas respectivas expressões faciais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conseguindo, assim, chamar a atenção para uma questão que desde há muito tempo permanecia na penumbra, fazendo soltar um jorro de notícias e de denúncias, mais ou menos anónimas, cujas consequências ainda são imprevisíveis.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sendo o tema de conversa dominante, nos cafés, nos transportes públicos, nos restaurantes, nos locais de trabalho públicos e privados, não faltando quem fale, prontamente e sem hesitações, de alguma situação similar em que se tenha visto, ou ainda esteja envolvido. De repente, os milhões de detentores de telemóvel que habitualmente deambulam pelo extremo oeste da Península Ibérica, começaram a ouvir uns estalidos esquisitos quando estabelecem os mais variados tipos de ligações, sejam elas perigosas ou não, de forma análoga a uma epidemia de fraca visibilidade mas de grande intensidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, para adensar este clima de suspeição generalizada, o público, em geral, ficou a saber aquilo que alguns, em particular, já sabiam ou desconfiavam: além das entidades policiais, há detectives particulares a fazer escutas, nas mais diversas modalidades e para os mais variados fins, há aparelhos de escuta que podem ser adquiridos ao virar da esquina, e pasme-se, consta que alguns destes detectives privados trabalharão para serviços oficiais em regime de “outsourcing”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esta última vertente vai ao encontro das tendências da privatização das funções do Estado tão amplamente propaladas pelos governos ocidentais, muito bem espelhado no livro “Entidades Privadas com Poderes Públicos”. Mas, nunca se pode perder de vista que foi essa ânsia de privatização que, em grande parte, nos EUA, a pátria de todas as liberdades e que está divinamente encarregue de as difundir à escala global, foi responsável pela amplitude da devastação provocada pelo furacão Katrina em Nova Orleães, devido ao desinvestimento do governo federal na satisfação do núcleo essencial das necessidades básicas dos cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rys5gUgut9I/AAAAAAAAAGw/GYMO52NfwnE/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128255828116027346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" height="127" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rys5gUgut9I/AAAAAAAAAGw/GYMO52NfwnE/s200/untitled.bmp" width="172" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Também, o filme “Corrupção”, que estreou esta semana, se inicia com uma referência às escutas telefónicas. Devido às expectativas criadas, não resisti à tentação de me sentar numa sala de cinema e assistir à sua exibição. Ao contrário das notícias que têm sido veiculadas, o filme está muito bem concebido, e eu que até nem sequer li o livro, compreendi perfeitamente a mensagem que o mesmo quer transmitir. Alegra-me o facto do filme, não obstante todos os ventos e marés contrários, conforme foi divulgado por diversos órgãos de comunicação social, ter conseguido encher as salas de cinema onde foi exibido. O que, para desespero de algumas mentes, mais ou menos brilhantes, não sucede com a maior parte das películas nacionais e estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Gostei ainda de ver, pelo ridículo da situação, alguns “habitués” do nosso “mapa cor-de-rosa” a tecerem considerações menos abonatórias sobre a película, as quais não são muito difíceis de compreender, tendo em conta os contornos do filme. E, num dos casos, esse comentário foi antecedido por uma referência elogiosa à forma como se desenrolou o último enlace matrimonial do Presidente do Futebol Clube do Porto, o qual até contou com a presença de um ex - Presidente da República; enquanto, de acordo com a opinião do ilustre comentarista, a festa de estreia do filme foi o expoente máximo da parolice, tendo sido, apenas, servidos pedaços de morcela e farinheira aos distintos convidados. Rematou com uma frase lapidar: “arquive-se o processo e o filme”; só que este último encerra com a expressão “continua”. Espero, muito sinceramente, que o “continua” consiga prevalecer sobre o “arquive-se”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até parece que ainda estamos naquele Portugal bafiento e campónio que o Miguel Sousa Tavares descreve no “Rio das Flores”, o qual, literalmente, devorei de fio pavio. Por isso, sinto-me como o Diogo Flores, com uma necessidade premente de ir para além dos horizontes deste ensolarado rectângulo, onde, cada vez mais, não se vive, mas sobrevive ou vegeta, tudo se subordinando ao “talent de rien faire et bien paraitre”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4889327167506272266?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4889327167506272266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4889327167506272266&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4889327167506272266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4889327167506272266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/11/de-repetente-o-pas-acordou-do-torpor.html' title='À escuta'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rys5VEgut8I/AAAAAAAAAGo/1bw1IZ-s7hw/s72-c/escuta_telefonica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-1979930309031754932</id><published>2007-10-26T15:18:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T15:25:15.603-07:00</updated><title type='text'>A desconfiança</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma notícia da Lusa, “os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RyJoKUgut7I/AAAAAAAAAGg/HgLO4VUQip0/s1600-h/em3d.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125773852415014834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RyJoKUgut7I/AAAAAAAAAGg/HgLO4VUQip0/s200/em3d.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ocidental e ocupam a 25ª posição entre 26 países num estudo da OCDE destinado a medir a amplitude da desconfiança e falta de civismo dos diferentes povos recenseados”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de conhecer a opinião dos visitantes e das visitantes sobre esta questão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-1979930309031754932?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/1979930309031754932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=1979930309031754932&amp;isPopup=true' title='74 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1979930309031754932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1979930309031754932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/10/desconfiana.html' title='A desconfiança'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RyJoKUgut7I/AAAAAAAAAGg/HgLO4VUQip0/s72-c/em3d.gif' height='72' width='72'/><thr:total>74</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3908291233324447848</id><published>2007-10-20T16:08:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T16:43:11.619-07:00</updated><title type='text'>Oxigenação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava por uma mesa num restaurante da zona saloia, nos arredores de Lisboa, para saciar os meus desejos de leitão, não sei muito bem porquê, na minha mente começaram a passar imagens de dois Betos; o “Beto Ginja” e o “Beto Semedo”, com os quais me cruzei em momentos e por motivos diversos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Beto Ginja&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Beto Ginja nasceu em Portugal e viveu parte da sua vida, no meio de uma pobreza extrema, numa barraca de madeira, coberta de chapas de zinco, chão áspero de cimento aproveitado dos restos de alguma casa em construção, tanque de lavar à porta, calor abrasador no Verão, frio de rachar no Inverno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi criado ao sabor dos impulsos que o garrafão de vinho tinto ia provocando nos seus &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxqOFq9hcII/AAAAAAAAAGQ/Skgv65STChI/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123563754170183810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxqOFq9hcII/AAAAAAAAAGQ/Skgv65STChI/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;progenitores. Depressa abandonou a escola, porque não conseguia compreender nada daquilo que a D. Edite escrevia no quadro preto. Sendo por isso amplamente brindado com umas valentes palmatoadas distribuídas uniformemente pelas duas mãos, uma questão de equilíbrio e compensação, como fazia questão de frisar esta ilustre e brilhante pedagoga, cujo nome foi dado a uma rua para que as suas virtudes sejam para sempre recordadas. Uns anos mais tarde veio-se a perceber que afinal o problema não estava na compreensão, mas na visão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando os óculos chegaram já o “Beto Ginja” trabalhava o mármore há alguns anos, no meio do pó e da lama. Foi no meio desse pó e dessa lama que conheceu a Alice, e com ela se imaginou a voar em direcção ao paraíso, onde quer que isso ficasse. Só que a Alice era uma moça de muitos atributos, daquele tipo de mulher que não deixa nenhum homem indiferente. Aliás, na apresentação e publicitação de qualquer colecção de lingerie, bateria, aos pontos, sem margem para dúvidas, a Cláudia Vieira e outras afins que por aí vegetam em painéis publicitários, tornando menos atrozes as esperas nos semáforos e nas filas de trânsito a uma significativa fatia da população masculina portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sendo disputada, em permanência, pelo Beto Ginja e pelo patrão de ambos, Manuel Maravilhas. Este último, homem de muitas mulheres e de muitos mais filhos, habitual frequentador das consultas de psicologia, dança e outras actividades proporcionadas pelas funcionárias das casas de alterne das redondezas, onde era possuidor de uma inenarrável colecção de garrafas com bebidas espirituosas das mais diversas proveniências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alice viu que só podia fugir ao pó e à lama, alcançando o seu país das maravilhas se deixasse de resistir aos avanços do Manuel. E num ápice, com os seus longos cabelos negros a dardejar o vento, equipada de óculos de sol topo de gama, passou a sentir a maciez do revestimento em couro do banco direito do descapotável, no qual o patrão habitualmente se pavoneava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beto Ginja não gostou muito desta história, acima de tudo porque, na rua, no trabalho, no café, foi alvo dos mais variados comentários, todos eles dignos de constarem num dos Autos de Gil Vicente. Como tinha visto, ao longo da sua vida que todos os problemas se resolviam com recurso à força, foi também aí que procurou solução para a disputa em torno da Alice. Aguardou, pacientemente. Até que um dia, Manuel Maravilhas seroou no chiqueiro que assumia a designação de escritório, quando saía, Beto Ginja desferiu-lhe, com toda a força do seu corpo e da sua alma, uma pazada. Desfez-lhe a cabeça, pejando de sangue o escacilho que de uma forma desordenada e irregular cobria o chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes que aparecesse alguém, enfiou o corpo do Maravilhas na bagageira do descapotável e aplicando os conhecimentos adquiridos a conduzir o empilhador, levou-o até uma lagoa próxima, fazendo-o desaparecer na água que servia para abastecer todas as casas das redondezas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No regresso matou o seu fiel Bobi, aspergiu com o sangue deste o local onde estava o sangue do finado, abriu uma cova, enterrou o cão, pôs-lhe uma cruz em madeira em cima e aguardou serenamente o desenrolar dos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acabou por ser preso ao fim de uma semana, quando umas manchas de óleo começaram a aparecer espaçadamente na lagoa. Era o descapotável do Maravilhas com o seu corpo no interior, para grande desespero da população que pensava tratar-se de petróleo e que utilizava a água para beber e para lavar, mas também para grande desespero da Alice que viu o país das maravilhas a desaparecer à velocidade de uma estrela cadente.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;br /&gt;Beto Semedo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxqOWq9hcJI/AAAAAAAAAGY/YT7Z10no8B8/s1600-h/Sa_vales2.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123564046227959954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxqOWq9hcJI/AAAAAAAAAGY/YT7Z10no8B8/s200/Sa_vales2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aterrou em Lisboa vindo de Cabo Verde, ainda miúdo, com os pais, cheios de esperança numa vida melhor do que aquela que levavam em Santo Antão, à semelhança daquilo que aconteceu com milhares de portugueses que a pé, de carro, mas sobretudo no Sud-Express transpuseram montes e vales em busca do “El Dorado” francês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conheci-o já mais tarde em ambiente de caserna, depois de ter sido caldeado no ecossistema muito “sui generis” dos bairros problemáticos da Amadora e arredores. Enquanto dedilhava na sua inseparável viola com os dedos calejados pelas agruras da vida no subúrbio, confessou-me que tinha um rumo traçado para a sua vida e que iria perseguir o seu sonho a todo o custo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Despida a farda e transposta a porta castrense, depressa regressou ao seu círculo de amigos e conhecidos, tocando em festas africanas na noite lisboeta e de quando em vez na Holanda, subindo sempre de degrau em degrau na escada da fama, até que lhe perdi o rasto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um sábado destes, estava descansadamente em casa a ler um daqueles extensos artigos do Bérnard da Costa quando a minha atenção foi desviada para uns acordes tipicamente africanos que ecoavam na caixa mágica. Olhei fixamente para o ecrã e reconheci imediatamente o Beto Semedo, com alguns anos em cima, numa breve entrevista após a sua consagração no Coliseu que por ironia do destino fica na Rua das Portas de Santo Antão em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal o Beto Semedo, tinha perseguido o seu sonho e conseguira-o transformar em realidade. Desconheço ainda hoje os contornos do sucesso, pode ser que um dia destes nos cruzemos para aí numa dessas esquinas da vida e possamos pôr a conversa em dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, como vagou mesa no restaurante, chamaram-me e dei início ao lauto e opíparo repasto. Quando levei à boca o primeiro trago de espumante Murganheira, senti que as suas bolhas me oxigenaram o cérebro, conseguindo nesse momento descobrir que estava a pensar nos dois Betos, porque havia no Sporting, ainda não há muito tempo, um futebolista chamado Beto e o restaurante tem o mesmo nome que um outro ex-jogador desta equipa de futebol; a qual não colhe, de forma alguma, as minhas preferências, uma vez que tanto na alegria como na tristeza sou benfiquista.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a saber pela comunicação social que o espumante servido, depois da maratona negocial do Tratado dito de Lisboa, foi Murganheira, talvez, também, com o intuito de oxigenar o cérebro dos dirigentes europeus de forma a dar-lhe maior clarividência para o futuro do velho continente. Embora me tivesse sentido plagiado nos meus gostos, tolerei a situação, uma vez que é “a bem da Europa”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começo a suspeitar que esta bebida tem propriedades terapêuticas que ainda não foram devidamente estudadas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3908291233324447848?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3908291233324447848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3908291233324447848&amp;isPopup=true' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3908291233324447848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3908291233324447848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/10/oxigenao.html' title='Oxigenação'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxqOFq9hcII/AAAAAAAAAGQ/Skgv65STChI/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>52</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-2538529543063893923</id><published>2007-10-14T08:34:00.000-07:00</published><updated>2007-10-14T10:53:09.550-07:00</updated><title type='text'>Burburinhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece que as semanas correm vertiginosamente em direcção ao Natal. Nalgumas ruas e montras, já foi dado o sinal de partida para a colocação da indumentária natalícia, sem que tenha passado, sequer, o marco do Dia de Todos os Santos. Por este andar, dentro em breve, quando terminar a época do “papo ao sol”, já viremos com o carro devidamente atafulhado daquelas inutilidades que habitualmente designamos por presentes de Natal. Assim, não corremos o risco de sermos surpreendidos pela chegada da noite de 24 para 25 de Dezembro, sem que nos tenhamos precavido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas, tal como o Alfa Pendular não tem uma velocidade constante na ligação Lisboa – Porto, havendo locais e que circula acima dos 200 km/h e outros onde não passa dos 50/60 km/h, também as semanas têm dias mais calmos, pelo que tive tempo para me deter nalguns acontecimentos relevantes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Desde logo, quero realçar o facto do Prémio Nobel da Paz ter sido dividido entre o ex-vice presidente dos Estados Unidos (Al Gore) e o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, tendo esta escolha sido justificada pelos esforços de ambos na construção e disseminação de um maior conhecimento sobre as alterações climáticas de origem humana e no lançamento das bases para as mudanças necessárias para conter &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxI4369hcGI/AAAAAAAAAGA/vqwRT6gxr7A/s1600-h/campo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121218259644936290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="143" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxI4369hcGI/AAAAAAAAAGA/vqwRT6gxr7A/s200/campo.bmp" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;essas mudanças.&lt;br /&gt;Trata-se de um problema muito grave, e do qual devemos tomar consciência e adaptar um “modus vivendi” consentâneo com essa tomada de consciência, sem contudo cair em fundamentalismos, devido às suas implicações actuais e nas gerações vindouras. Por cá, não obstante termos um Primeiro-Ministro que já foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente e mais tarde Ministro do Ambiente, os atropelos nesta matéria são constantes. Com efeito, basta citarmos alguns casos: as suiniculturas e respectivos dejectos; os esgotos que são lançados sem tratamento nos rios; a construção clandestina em áreas protegidas; as areias que de uma forma descontrolada, se vão retirando dos rios provocando impactos graves na costa marítima; os lixos das mais diversas proveniências que são abandonados ao acaso por empresas pouco escrupulosas, mas muito ciosas do lucro fácil; o escarro, a ponta de cigarro, a pastilha, a fralda descartável que são projectados directamente para o chão ou através da janela de um qualquer veículo em movimento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Depois, não poderia deixar passar em branco, o burburinho provocado pela deslocação de dois polícias às instalações do Sindicato dos Professores da Região Centro na Covilhã. Havendo aqui um desencontro de sinais entre o titular da pasta da Administração Interna e o Inspector-Geral da Administração Interna.&lt;br /&gt;Enquanto para o primeiro não houve nada de anormal, para o segundo a actuação policial e judicial apenas é legítima se ocorreram infracções no decurso da manifestação. Segundo a Governadora Civil de Castelo Branco, os polícias iam à Câmara Municipal e pelo caminho passaram pelo sindicato.&lt;br /&gt;Acresce a tudo isto, ainda, a polémica em torno da visita do Primeiro - Ministro a Montemor-o-Velho e da actuação da GNR, relativamente, a uma manifestação (não autorizada) do mesmo sindicato.&lt;br /&gt;Com ar de grande autoridade, Fernanda Câncio, na sua coluna do Diário de Notícias, escreveu que a responsabilidade de tudo isto, em primeira linha, cabe à legislação arcaica e desajustada, datada de 1974, quando António de Spínola era Presidente da República, e Vasco Gonçalves ocupava a cadeira do Primeiro - Ministro num governo provisório. Milagrosamente, tudo se resolverá, pelo menos é essa a convicção generalizada de alguns sectores, através da publicação de nova legislação sobre a matéria, elaborada num ambiente de profunda democracia. Espera-se que tal qual quadro legal não seja tão controverso como o foram e ainda estão a ser, o Código Penal e o Código de Processo Penal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Por falar em milagres, contando com a presença do Secretário de Estado do Vaticano e do Cardeal Saraiva Martins, prefeito da Congregação da Causa dos Santos, lá foi inaugurada a nova Igreja da Santíssima Trindade em Fátima, tendo a obra sido alvo dos mais diversos tipo de apreciações. Para grande desilusão dos presentes e dos ausentes não se tornou possível a realização do denominado “dois em um”. Isto porque o processo de canonização dos videntes de Fátima, Jacinta e Francisco Marto, foi adiado. Na base do abandono parece ter estado uma aliança entre a fé e a ciência, coisa que certamente terá posto muita gente a revolver-se na tumba, e mercê dessa aliança chegou-se à conclusão que a explicação para a cura da diabetes de uma criança, filha de emigrantes portugueses na Suíça, também poderia residir na ciência, afastando-se a hipótese de um milagre atribuído a Francisco e Jacinta. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Irá estrear, na próxima terça feira, dia 16 de Outubro, uma série de 18 episódios sobre a guerra colonial, do ultramar, de libertação, ou muito simplesmente a “Guerra”, como lhe decidiu chamar Joaquim Furtado, o seu autor, personalidade de vulto do mundo jornalístico que dispensa qualquer tipo de apresentações. Não vou perder a oportunidade de rever todo este momento histórico, por dois motivos. Em primeiro lugar porque procuro sempre conhecer, da forma mais aprofundada que puder, o passado, para assim poder compreender melhor o presente. Em segundo lugar, porque embora fosse relativamente novo, este período marcou-me profundamente, uma vez que a partir de determinado momento assumi o papel de escriba oficial da minha aldeia, e uma parte significativa das cartas que escrevia era a pedido das mães e dos familiares, receosos, ansiosos, desesperados, para os jovens que se encontravam nessa guerra, utilizados como carne para canhão e mão-de-obra barata, nunca lhes tendo sido reconhecido tudo aquilo que tiveram de suportar e que ainda suportam os sobreviventes tanto a nível físico como psicológico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma outra guerra está em curso, na zona das linhas de Torres, mais concretamente em Torres Vedras, local escolhido para a realização do Congresso do PSD. Apresentando-se aí, pronto para todo o serviço o “soldado político” Pedro Santana Lopes, a Luís Filipe de Menezes, novo “general” do PSD. Estando este último a reestruturar o estado-maior desta força partidária, tentando arregimentar para o efeito o maior número possível de nomes sonantes, para depois poder lançar o seu exército noutras conquistas.&lt;br /&gt;O&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxI5C69hcHI/AAAAAAAAAGI/Yi5kF3Na9oQ/s1600-h/teia-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121218448623497330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxI5C69hcHI/AAAAAAAAAGI/Yi5kF3Na9oQ/s200/teia-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;perou-se assim o renascimento político deste “soldado”, cujo mediatismo andava um pouco pelas ruas da amargura, espelhado numa menor amplitude na cobertura, por parte das revistas cor-de-rosa, da sua digressão algarvia, bem como, no episódio protagonizado durante uma entrevista à estação de Carnaxide, na qual ao sentir-se trocado pelo “Special One” José Mourinho, se levantou e abandonou as instalações.&lt;br /&gt;O tempo nos dirá se associado a este renascimento, não veremos uma reprodução, tão frequente nas relações interpessoais, da fábula da mosca e da aranha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-2538529543063893923?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/2538529543063893923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=2538529543063893923&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2538529543063893923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2538529543063893923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/10/burburinhos.html' title='Burburinhos'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RxI4369hcGI/AAAAAAAAAGA/vqwRT6gxr7A/s72-c/campo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-796366568111660224</id><published>2007-10-07T15:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T03:59:33.196-07:00</updated><title type='text'>Uma desgraça nunca vem só</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, constatei que certas zonas de Lisboa se converteram em autênticas frentes de batalha de uma guerra: a guerra do estacionamento. Nesta guerra, temos por um lado os automobilistas (um bando de perigosos infractores), e por outro os fiscais da EMEL, sempre prontos a actuar, em conjugação de esforços com a Polícia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por diversos motivos, tenho de me deslocar, diariamente, a uma dessas frentes de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rwlaga9hcEI/AAAAAAAAAFw/2Ft4LywWgBc/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118721964522958914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rwlaga9hcEI/AAAAAAAAAFw/2Ft4LywWgBc/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;batalha – a Avª 5 de Outubro – para o efeito, faço uma série de tentativas de aterragem nalgum lugar de estacionamento vazio, num circuito frenético entre a antiga Feira Popular e a Maternidade Alfredo da Costa, de forma análoga a um qualquer piloto pairando sobre a Portela, num dia de nevoeiro, aguardando pelo momento em que seja possível fazer-se à pista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, à terceira tentativa consigo encontrar um local para estacionar, pago a peso de ouro. Dando assim o meu contributo diário para a manutenção da máquina burocrática e de toda a restante engrenagem que ao longo dos anos se foi instalando na Câmara Municipal de Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um destes dias, quando me preparava, conjuntamente com outro cidadão, para depositarmos a nossa comparticipação, numa das máquinas, cirúrgica e meticulosamente espalhadas, para esse fim, pela malha urbana de Lisboa, chegou um funcionário da EMEL. Depressa me apercebi que estava encarregue de recolher as moedas que vão caindo ao longo de um determinado período de tempo no receptáculo de cada uma dessas verdadeiras caça níqueis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, tive de esperar algum tempo, com o meu companheiro de infortúnio, enquanto decorria a citada operação. O funcionário, após diversas investidas, lá conseguiu abrir a máquina, só que entretanto e sem que ninguém consiga descobrir o porquê de tal facto, as moedas espalharam-se pelo pavimento numa sinfonia característica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal facto, começou a irritar o outro cidadão, tendo este me confidenciado que tinha a tensão alta, andava permanentemente stressado e que todo aquele quadro era a cereja em cima do bolo, num dia em que tudo estava a correr mal, até um monte de merda de c&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rwlau69hcFI/AAAAAAAAAF4/g5HckW9NtFU/s1600-h/lequinhas4ef1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118722213631062098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="200" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rwlau69hcFI/AAAAAAAAAF4/g5HckW9NtFU/s200/lequinhas4ef1.jpg" width="176" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ão já tinha pisado, não obstante dominar, com uma elevado grau de cientificidade, a geografia defecatória canina daquela artéria lisboeta, acho que numa versão similar ao mapa de um campo de minas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, logo que o zeloso funcionário da EMEL apanhou a última moeda e voltou a fechar a máquina, dei a minha vez ao eminente “geógrafo stressado”, pondo em prática, de uma forma inconsciente, os conhecimentos sobre empatia que adquiri no livro “A Inteligência Social” do Daniel Goleman, ou seja reparando na pessoa, sentindo o que ela sente e actuando para a ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De uma forma apressada, meteu as moedas na máquina devoradora. Quando premiu no botão para emissão do talão, este saiu em branco, apenas com o verso preenchido. O homem espumava de raiva, depois de ter chamado “pai” e “mãe” a toda a gente que ocupa e detém algum poder neste país, lá seguiu para o carro, com o talão em branco, tendo-o colocado em local visível, de acordo com as normas regulamentares, pois tinha mais onde aplicar as moedas que lhe restavam do que numa máquina, sobejamente odiada, na esperança que saísse daí um talão de estacionamento completamente preenchido na frente e no verso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, eu fui bafejado pela sorte (ao menos uma vez na vida) e o meu talão saiu sem imperfeições. Despedimo-nos numa esquina, indo cada um à sua vida, depois de satisfeita a nossa cafeínodependência, tendo-se ventilado, entre nós dois, a possibilidade de tornar polivalente o pessoal da EMEL e outros funcionários da autarquia, declarando guerra às “minas” largadas diariamente pelos caninos alfacinhas ao longo dos passeios e espaços verdes da capital, dando-se assim um ar mais higiénico à cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passadas que foram duas ou três horas, regressei ao local e verifiquei que junto do veículo do malfadado “geógrafo” pairava uma esbelta funcionária da EMEL que com toques de elevada sensualidade, acabava de deixar uma “prenda” no limpa pára-brisas, certamente, devido à ilegibilidade do talão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei como este “perigoso infractor” terá reagido, contudo, tem aqui plena aplicação aquela velha máxima, segundo a qual, uma desgraça nunca vem só, e tal como refere Miguel Cervantes, no “El coloquio de los perros”, procura o “desgraçado mesmo que ele se esconda nos cantos mais remotos da terra”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-796366568111660224?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/796366568111660224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=796366568111660224&amp;isPopup=true' title='48 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/796366568111660224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/796366568111660224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/10/uma-desgraa-nunca-vem-s.html' title='Uma desgraça nunca vem só'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rwlaga9hcEI/AAAAAAAAAFw/2Ft4LywWgBc/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>48</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4552842657016030767</id><published>2007-10-07T15:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-07T15:11:18.194-07:00</updated><title type='text'>Power of Schmooze Award</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RwlYQq9hcDI/AAAAAAAAAFo/P44V5i82kno/s1600-h/schmooze_award1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118719494916763698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RwlYQq9hcDI/AAAAAAAAAFo/P44V5i82kno/s200/schmooze_award1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://klepsidra.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Klepsidra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; teve a gentileza de atribuir o prémio "Power of Schmooze Award", o que agradeço.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Este prémio é uma tentativa de reunir os blogues que são adeptos dos relacionamentos "inter blogues" fazendo um espaço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;© Vladimir da Lapa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4552842657016030767?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4552842657016030767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4552842657016030767&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4552842657016030767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4552842657016030767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/10/power-of-schmooze-award.html' title='Power of Schmooze Award'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RwlYQq9hcDI/AAAAAAAAAFo/P44V5i82kno/s72-c/schmooze_award1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-2042628697960816617</id><published>2007-09-18T05:33:00.001-07:00</published><updated>2007-09-18T05:59:06.799-07:00</updated><title type='text'>A ambição</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_INhUkCeI/AAAAAAAAAFg/h1V_z4xZ4xQ/s1600-h/sadworld1.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111524236697274850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_INhUkCeI/AAAAAAAAAFg/h1V_z4xZ4xQ/s200/sadworld1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Segundo Raúl Candeloro, a palavra «ambição tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vem de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Traduzida literalmente e, principalmente, se usada corretamente, a palavra ambição significa criar seu próprio caminho na vida.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;E para si, o que é a ambição?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-2042628697960816617?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/2042628697960816617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=2042628697960816617&amp;isPopup=true' title='49 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2042628697960816617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2042628697960816617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/09/ambio.html' title='A ambição'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_INhUkCeI/AAAAAAAAAFg/h1V_z4xZ4xQ/s72-c/sadworld1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>49</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4655113195378836829</id><published>2007-09-18T05:19:00.000-07:00</published><updated>2007-09-18T05:32:15.086-07:00</updated><title type='text'>"Fly Award"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_EPRUkCdI/AAAAAAAAAFY/dSetw0HolQw/s1600-h/Fly%252BAwards.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111519868715534802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_EPRUkCdI/AAAAAAAAAFY/dSetw0HolQw/s200/Fly%252BAwards.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Embora, de uma forma tardia, não posso deixar de agradecer a nomeação com que o blog &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://maisastuto.blogspot.com/2007/08/fly-awards.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;maisastuto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt; contemplou o Valdimir.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4655113195378836829?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4655113195378836829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4655113195378836829&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4655113195378836829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4655113195378836829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/09/fly-award.html' title='&quot;Fly Award&quot;'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ru_EPRUkCdI/AAAAAAAAAFY/dSetw0HolQw/s72-c/Fly%252BAwards.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-7147281059082875996</id><published>2007-08-29T07:56:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T08:08:42.925-07:00</updated><title type='text'>Caminhando</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao caminhar pelo campo, constatei que os ouriços começam a tornar-se uma carga cada vez mais incómoda para os castanheiros, os figos pouco a pouco enchem os tabuleiros de secagem e as uvas trocam o verde pelo dourado. É o Verão que corre a uma cadência cada vez mais acelerada ao encontro do Outono, detectando-se já ao longe, embora de uma forma quase imperceptível, o cheiro a castanhas assadas. Pelo que por breves instantes, me debrucei sobre algumas questões que habitualmente se levantam com a chegada e passagem do estio.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, o Verão português era dominado por três temas: os destinos de férias das celebridades que habitualmente enchem as revistas cor-de-rosa, os respectivos devaneios, amores e desamores; os incêndios que transformavam o nosso pequeno televisor numa verdadeira pira electrónica, ao mesmo tempo que o país real ia passando de verde a cinzento; e os touros de Barrancos, com o respectivo jogo do gato e do rato entre as autoridades e os promotores da festa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro tema, acho que não merece mais do que as linhas que já lhe dediquei, por isso vou-me abster de tecer qualquer outro comentário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativamente aos incêndios, este ano tem sido desesperante para os diversos especialistas televisivos nesta matéria, os quais apenas puderam mostrar os seus dotes, no seu máximo esplendor, em Mação e na zona saloia de Sintra; tendo em seguida que apanhar o avião e aterrar em Atenas, para cobrir em directo o braseiro grego que já causou dezenas de mortos, mostrando-nos que afinal os incêndios não são uma exclusividade portuguesa. Tudo indica que a área ardida em Portugal, este ano, será inferior ao habitual. O que para uns, se deve à conjuntura climatérica. Para outros, à estrutura que foi montada pelo anterior Ministro da Administração Interna, manchada pelas notícias sobre os helicópteros Kamov, os quais só ficarão operacionais na época dos magustos, o que fez subir a temperatura no Parlamento, daí que o actual detentor da pasta se tivesse aí deslocado para serenar os ânimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já os touros de Barrancos, desde que a situação foi legalizada, perderam importância no panorama jornalístico nacional, restando apenas uma vaga referência à data que marca o início das festas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este ano, a estação quente foi marcada, sobretudo, pelo “caso Madie”, o qual encheu páginas e páginas de jornal. Tendo durante dias consecutivos, honras de abertura de telejornais das diferentes estações, algo que nunca tinha sido visto em casos similares. Aliás à semelhança dos meios e da rapidez com que foram mobilizados, talvez porque neste capítulo se tenha aprendido algo com os erros do passado. Mas pouco a pouco esta situação, em termos mediáticos, começa a perder ritmo, esperemos que pelo contrário a investigação criminal se dinamize, esclarecendo-se o mais rapidamente possível, aquilo que efectivamente se passou.&lt;br /&gt;Aliás o caso Madie, tal como a captura do famoso assaltante de dependências bancárias “El Solitário”, de nacionalidade espanhola, na Figueira da Foz, quando se preparava para aumentar a sua longa lista de crimes, foi ouro sobre azul para desviar a atenção de alguns problemas internos que têm fustigado a Polícia Judiciária e que poderão ter sequelas graves na imagem desta polícia se não forem devidamente tratados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas foi a cidade do Porto que desde há algum tempo, pelos piores motivos, começou a marcar pontos na agenda jornalística estival.&lt;br /&gt;Desde logo, devido ao “Apito Dourado” e às suas sequelas, designadamente, com as irmãs Salgado a digladiarem-se acerca da respectiva idoneidade e com as suspeições que se levantaram em torno da investigação do caso.&lt;br /&gt;Depois, com a realização das assembleias-gerais inconclusivas do BCP na Alfândega do Porto, marcadas por um vasto conjunto de peripécias reveladoras do ambiente que rodeia a crise em que este Banco mergulhou, perfeitamente espelhado na diminuição do valor das respectivas acções; peripécias que apenas serviram para dar espaço televisivo e uma maior projecção mediática a algumas distintas figuras que habitualmente vegetam num obscuro limbo.&lt;br /&gt;Para terminar, a noite do Porto está manchada pelo sangue derramado pelas diversas vítimas, resultantes, ao que parece, da luta pelo controlo da área da segurança dos espaços de diversão nocturna.&lt;br /&gt;Estes acontecimentos trazem-me à memória, a vasta cinematografia existente, a qual retrata a atmosfera mafiosa que envolvia diversas cidades americanas nas décadas de 20 e 30 do século passado, designadamente Chicago, onde também se matava, pelo controlo de um determinado espaço territorial para que aí se pudessem desenvolver as respectivas actividades criminosas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espera-se que este ar poluído que se abateu sobre a Invicta se dissipe rapidamente, restituindo-se a esta cidade a paz e o brilho que merece.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-7147281059082875996?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/7147281059082875996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=7147281059082875996&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/7147281059082875996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/7147281059082875996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/08/caminhando.html' title='Caminhando'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8810634377909788175</id><published>2007-08-19T10:04:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T10:13:37.341-07:00</updated><title type='text'>Reflexos da globalização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês da transumância, meio mundo ruma para Sul, espalhando-se pelos areais do litoral, desde a Costa da Caparica até ao Algarve, levando em anexo o pesadelo das filas, dos gritos histéricos, das buzinadelas e de tantas outras coisas desagradáveis que fazem parte do dia-a-dia da vida citadina.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para evitar tudo isto, e como cada vez mais, preciso de paz e de sossego, sigo para Norte, para o interior, para uma pequena aldeia perdida no meio de Portugal. Não sem alguma dificuldade, lá me consigo integrar naquele ritmo de vida, bem mais lento que aquele a que estou habituado, pondo de lado os acessórios que nos dias que correm se consideram indispensáveis à sobrevivência, tais como o telemóvel e a internet.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mergulho no mar verde da paisagem e das águas cristalinas dos rios e riachos, com as suas pequenas lagoas e cascatas, deixando a vida fluir. Num desses mergulhos encontrei o Daniel ao volante da sua velha 4L, homem na casa dos 60, detentor de um vigor físico acima da média e de uma agilidade mental equivalente, o qual a única vez que desceu &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rsh6CHe-toI/AAAAAAAAAE4/g9_OlpgZXts/s1600-h/pass-lousa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100460754784401026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rsh6CHe-toI/AAAAAAAAAE4/g9_OlpgZXts/s200/pass-lousa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;até Lisboa foi quando o meteram num barco imundo ao som do “Angola é nossa”, para ir palmilhar capim de arma em punho. Conjuntamente com a sua Maria, são os últimos habitantes de uma aldeia perdida no meio da serra, uma daquelas que até já teve escola primária. Mas onde agora abundam paredes velhas que vão rachando com o estio, esboroando-se com as intempéries do Inverno, num ciclo infindável e cada vez mais acelerado, tirando daí proveito imediato a vegetação, através de uma multiplicidade de espécies vegetais que se vão assenhoreando daquilo que em tempos imemoriais já foi seu, ameaçando, a qualquer momento, tomar de assalto o largo principal. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Daniel, lá me confidenciou que há algum tempo atrás, tinha-se debatido com um problema grave. É que do seu currículo académico, constituído única e exclusivamente pelo diploma da antiga 4ª classe, não constava a disciplina de Inglês, aliás, coisa considerada supérflua, neste cantinho peninsular, até há bem pouco tempo. Fruto desse lapso, na sua formação escolar, não conseguia comunicar com os seus novos vizinhos, os Smith. Os quais, vindos directamente de Londres, depois de uma demorada pesquisa na internet e de uma breve passagem por uma imobiliária da capital, acabaram por aterrar ali, sem saberem pronunciar o quer que fosse em português.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por isso, como em muitos outros momentos da vida, teve de procurar a solução na infinitude do horizonte. Tendo-a encontrado no neto, o qual servia de tradutor, bastando para o efeito descer as curvas e contracurvas da encosta para o vir buscar. Sendo que ao fim de algum tempo o Daniel e a Maria já se exprimiam num inglês algo macarrónico, ainda pior que o do Mourinho na fase inicial da sua digressão por “terras de sua majestade”, mas que já dava para estabelecer a ponte.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensei para comigo, daqui a pouco ainda aprendem informática, elaboram uma apresentação em “Power Point” sobre um tema e ao abrigo do programa de certificação de competências, ficam com um diploma do 9º ano de escolaridade, tal como tem acontecido, nos últimos tempos, por isso país fora, procurando-se elevar o nível das habilitações literárias de uma forma quase administrativa, prevalecendo, mais uma vez, a forma em detrimento da substância. Assim, à semelhança da nobreza escanzelada e falida do séc. XIX, mas carregada de títulos, corre-se o risco de a breve trecho termos um vasto conjunto de currículos académicos vazios de conteúdo, mas de elevada importância estatística.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E a ponte, como não poderia deixar de ser estabeleceu-se, ao nível gastronómico. O Daniel deu a conhecer o seu néctar rubi, o seu branco, a sua bagaceira, ficando a saber que esta última pode ser ingerida com lima, ou na sua ausência com limão e gelo. A Maria, entre outras delícias do seu vasto reportório culinário, presenteou os novos amigos com o apetitoso cabrito assado no forno a lenha, onde ainda coze um pão divinal que eu vou aproveitando para saborear sempre que posso. Pois, nada nos garante que um dia destes, não saia para aí alguma directiva comunitária ou algo similar, de cariz insípido, inodoro e incolor, a proibir esta actividade em nome da protecção da indústria da panificação globalmente considerada; e que em consequência de tal facto, algum organismo competente para zelar zelosamente pela aplicação deste tipo de normativos percorra o país em busca de perigosos infractores, algo similar ao que sucedeu com as destilarias artesanais da aguardente de medronho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, verifiquei que a parte portuguesa da ponte já adaptou as suas pupilas gustativas ao “ketchup”, às maioneses, ao digestivo escocês, tendo passado a incluir, entre outras coisas, as ervas aromáticas e a cenoura picada nas saladas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para remate da conversa, o Daniel lá me disse que tinha de ir rapidamente à vila, comprar umas malas de viagem, dado que o filho mais velho dos Smith, piloto de uma companhia aérea, tinha desenrascado uns bilhetes para irem todos a Londres, no dia seguinte, assistir a um jogo do Chelsea. Despediu-se apressadamente com um “bye”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enfim, reflexos da globalização que veio para ficar, quer se goste ou não e que das mais variadas formas vai aproximando pessoas que até há pouco tempo viviam em dimensões completamente diferentes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8810634377909788175?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8810634377909788175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8810634377909788175&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8810634377909788175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8810634377909788175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/08/reflexos-da-globalizao.html' title='Reflexos da globalização'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rsh6CHe-toI/AAAAAAAAAE4/g9_OlpgZXts/s72-c/pass-lousa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5003901512126494104</id><published>2007-08-01T14:37:00.001-07:00</published><updated>2007-08-02T01:19:57.137-07:00</updated><title type='text'>Há festa na aldeia....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Embora o meu estado de alma seja perfeitamente enquadrável dentro do espírito daquele poema onde Camões refere que desde que Perdigão perdeu a pena não há mal que não lhe venha, de onde resulta uma certa inclinação para a inércia, não resisti a escrever algumas linhas sobre um fenómeno que invade o Verão português.&lt;br /&gt;Nada mais, nada menos que as festas populares nas aldeias e vilas do Portugal mais ou menos profundo, onde o sagrado se mistura com o profano, por vezes num ambiente instável, diria mesmo quase explosivo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrERLfy-NpI/AAAAAAAAAEw/7JxKUAyZcVw/s1600-h/Promessas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093871542744266386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrERLfy-NpI/AAAAAAAAAEw/7JxKUAyZcVw/s200/Promessas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já nos Novos Contos da Montanha, obra que leio e releio permanentemente porque em cada leitura descubro sempre algo de novo, Torga se refere ao tema, embora com contornos diferentes dos actuais. Também, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, podemos encontrar o quadro “As Promessas” de 1933, através do qual este pintor, de uma forma magistral, nos transmite uma imagem esplendorosa deste tipo de eventos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Actualmente a realização de uma festa popular segue um determinado conjunto de regras. Todo este processo se inicia na última noite dos festejos, com a nomeação da Comissão de Festas para o ano seguinte. O que ocorre quando a rapaziada já anda com um nó cego no cérebro, devido aos litros de cerveja, vinho e outros líquidos similares que já foram ingeridos. E a brisa transporta um aroma muito especifico, resultante da mistura do cheiro da sardinha, do frango, dos couratos que vão assando na grelha incandescente e do suor típico de quem atravessou um dia de Verão num arraial e já gastou meias solas ao som de um conjunto musical que a um ritmo alucinante lá vai debitando música popular variada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Esse conjunto de “eleitos”, até ao momento em que se inicia a sua “prova de fogo” têm de ultrapassar um verdadeiro calvário de dificuldades, onde se incluem os peditórios, a obtenção de um variado conjunto de licenças, o contacto com o pároco por causa da sempre difícil questão da repartição dos lucros finais (se os houver), a contratação dos artistas e do fogo, aquisição de toda uma panóplia de consumíveis e a distribuição das tarefas (comes e bebes, quermesse, etc…).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrEQ1fy-NoI/AAAAAAAAAEo/FiwK6Gy4GNQ/s1600-h/lubrificante_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093871164787144322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="150" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrEQ1fy-NoI/AAAAAAAAAEo/FiwK6Gy4GNQ/s200/lubrificante_g.jpg" width="193" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente, ao som de uma qualquer música do Quim Barreiros, tipo do “bacalhau quer alho”, ou de outra pérola similar, difundida por altifalantes estrategicamente colocados, chega o tão ambicionado dia. Em regra, nos quentes dias de Agosto, para aproveitar a estadia da diáspora portuguesa por esse mundo fora. Desta destaca-se a secção francesa, cujos elementos, depois de repousarem da viagem na “autoroute” na sua “maison com fenêtres à mode de la France”, ao volante dos seus Renault, Citröen e Peugeot parecendo os verdadeiros diabos do asfalto saltitam de casa em casa, matando saudades da culinária lusa e emborcando litros de “biére” e de “rouge”, comunicando num dialecto muito próprio, onde se mistura o “ça va pas” com o “filho da puta”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A primeira jornada de festejos é preenchida pelo tiro aos pratos, tiro ao alvo, nalguns casos umas provas desportivas manhosas (em regra sem grande aderência), até que chega a noite, abre a quermesse, a cerveja começa a correr a rodos, a fila para o jantar começa a engrossar, enquanto isso no palco os artistas já estão a afinar o seu parque instrumental para que mais tarde o pessoal entre na pista, devidamente vitaminado e &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrEQS_y-NnI/AAAAAAAAAEg/86o3o5qwkhU/s1600-h/festa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093870572081657458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" height="150" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrEQS_y-NnI/AAAAAAAAAEg/86o3o5qwkhU/s200/festa.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;demonstre os seus dotes de bailarino até que madrugada comece a raiar, enquanto de quando em vez os ânimos se vão exaltando.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Na segunda jornada, incluem-se algumas variantes, como seja, a missa e procissão, com o padre a fazer logo contas de cabeça, em função de diversas variáveis, sobretudo a afluência e a capacidade financeira dos presentes; a venda das fogaças e dos andores; a banda filarmónica; a tarde de variedades e o fogo de artificio. Quando a tarde chega já há no ar o sentimento de um fim de ciclo e já se começam a fazer apostas sobre a identidade dos “eleitos” para o ano seguinte, formando-se, assim, informalmente e não raras vezes com requintes de malvadez, a lista dos condenados ao sacrifício. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;E tudo se inicia, novamente…..até que o Portugal profundo fique completamente despovoado, aqueles que residem asfixiados nas grandes cidades portuguesas deixem de aparecer, a primeira geração que viajou para França de comboio seja internada num qualquer lar à espera da morte na esperança de ser enterrada no jazigo de granito construído no cemitério da terra que a viu nascer e partir; e a segunda prefira (como nalguns casos já prefere) o Algarve ou outro qualquer destino do sul da Europa, lembrando-se muito vagamente de um local remoto onde nasceram os pais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5003901512126494104?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5003901512126494104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5003901512126494104&amp;isPopup=true' title='44 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5003901512126494104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5003901512126494104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/08/h-festa-na-aldeia.html' title='Há festa na aldeia....'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RrERLfy-NpI/AAAAAAAAAEw/7JxKUAyZcVw/s72-c/Promessas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>44</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5510170657525809048</id><published>2007-07-09T13:04:00.000-07:00</published><updated>2007-07-09T13:32:05.962-07:00</updated><title type='text'>A tolerância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKYSs7FvNI/AAAAAAAAAEY/tbSg9naUCT8/s1600-h/portugal.gif"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085294376318778578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px" height="131" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKYSs7FvNI/AAAAAAAAAEY/tbSg9naUCT8/s200/portugal.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ainda recentemente, fez correr muita tinta, a seguinte afirmação de Manuel Alegre: «&lt;em&gt;Pretendi educar muita gente no PS dentro desse espírito de tolerância, mas, pelos vistos, sem resultados&lt;/em&gt;».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Por seu turno, para Jean Rostand «&lt;em&gt;ter um espírito aberto não é tê-lo escancarado a todas as tolices&lt;/em&gt;».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;E para si, o que é a tolerância? Acha que vivemos num país tolerante?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;©&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Vladimir da Lapa &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5510170657525809048?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5510170657525809048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5510170657525809048&amp;isPopup=true' title='56 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5510170657525809048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5510170657525809048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/07/tolerncia.html' title='A tolerância'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKYSs7FvNI/AAAAAAAAAEY/tbSg9naUCT8/s72-c/portugal.gif' height='72' width='72'/><thr:total>56</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-2638967236095710464</id><published>2007-07-09T12:55:00.000-07:00</published><updated>2007-07-09T13:03:05.159-07:00</updated><title type='text'>Maravilhas da Blogoesfera</title><content type='html'>À “&lt;a href="http://hortadamila.blogspot.com/"&gt;Horta da Mila&lt;/a&gt;”, os meus agradecimentos (embora tardios) pela nomeação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKTM87FvMI/AAAAAAAAAEQ/yVvET4oSYgA/s1600-h/7Wonders.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085288779976391874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKTM87FvMI/AAAAAAAAAEQ/yVvET4oSYgA/s200/7Wonders.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-2638967236095710464?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/2638967236095710464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=2638967236095710464&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2638967236095710464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2638967236095710464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/07/horta-da-mila-os-meus-agradecimentos.html' title='Maravilhas da Blogoesfera'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RpKTM87FvMI/AAAAAAAAAEQ/yVvET4oSYgA/s72-c/7Wonders.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3036727928350835805</id><published>2007-06-27T14:20:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T14:36:10.356-07:00</updated><title type='text'>De Norte para Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde há alguns anos a esta parte que visito o Porto pelo S. João, devido à animação que caracteriza a cidade Invicta nesta época do ano, e mais uma vez não fiquei desiludido com a deslocação, não obstante passados dois dias ainda andar com a cabeça a zumbir devido às “marteladas” de que fui alvo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;No regresso decidi rumar à antiga Estrada Nacional nº 1 e parar na Mealhada para completar o “alcatroamento” do meu sistema circulatório, já com diversas camadas devido às francesinhas e outros pitéus que fui saboreando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de deglutir o belo leitão acompanhado pelo espumante nacional, continuei pela estrada nacional, pois o país real, o Portugal profundo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RoLU_M7FvKI/AAAAAAAAAEA/BVutxN3rhQs/s1600-h/ahr.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080857511893253282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RoLU_M7FvKI/AAAAAAAAAEA/BVutxN3rhQs/s200/ahr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;conhece-se nas estradas nacionais e não através de uma passagem fugaz pelas auto-estradas que cada vez mais cortam o país de lés a lés. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;É o país das prostitutas da beira da estrada, daquelas que já não têm lugar nas casas de alterne ou noutros lugares “in”, umas muito gordas, outras muito magras, outras ainda assim-assim, sentadas em tijolos ou baldes de tinta de vinte cinco litros virados ao contrário, vestindo mini-saia e topes ousados, com dentes podres e varizes, aguardando impacientemente que cheguem os clientes, ocorrendo ali, de quando em vez, um encontro de vontades, eles ansiosos e desesperados por dar vazão aos seus instintos sexuais e elas ávidas pelo dinheiro resultante dos serviços prestados, isento (por enquanto) de IVA e IRS.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas é também o país, das “maisons” com janelas à “mode de la fenêtre”; onde os tractores circulam vagarosamente a caminho da horta, nunca se sabendo muito bem para onde vão virar no próximo cruzamento; das motorizadas “zündapp macal” cujos condutores adornam a cabeça com uns capacetes tipo “penico”; dos vendedores ambulantes, que tentam vender gato por lebre, cerejas, laranjas, limões, maçãs, batatas, cebolas, cuja proveniência é difícil de estabelecer, mas pelo aspecto e pelas embalagens abandonadas nas proximidades depreende-se que não se tratam de produtos nacionais; tudo isto pesado em balanças arcaicas dignas de serem expostas num qualquer museu da especialidade, podendo-se para o efeito convencer o Comendador que neste momento agita as turvas águas nacionais, a patrocinar uma colecção Berardo de balanças, tendo-se algum cuidado na escolha do local da exposição, devido às possíveis incompatibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Por falar em museu, a seguir à Mealhada, junto ao cruzamento para a Pampilhosa, deparei-me com um edifício, estilo Estado Novo, rodeado de silvas e ervas que o ameaçam engolir a qualquer momento, o qual ostenta a seguinte inscrição: “Museu da Ciência e da Técnica”. Estando em transição para a decrepitude total, já com algumas janelas e portas meias podres, as restantes, tapadas a tijolo, certamente para evitar que sirva de base logística a actividades relacionadas com a toxicodependência e com a prostituição. Enfim mais uma imagem, triste, de um país que vai desperdiçando o seu património.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como o tempo começou a escassear, rumei a Sul, entrando na auto-estrada, naquela que atravessa Portugal de Norte a Sul e que não obstante ter demorado décadas a construir, continua e ao que parece continuará eternamente em obras, tendo especial atenção aos obstáculos daí resultantes e aos radares de controlo de velocidade que podem aparecer nos locais mais inusitados, tudo em nome da prevenção da sinistralidade rodoviária.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3036727928350835805?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3036727928350835805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3036727928350835805&amp;isPopup=true' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3036727928350835805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3036727928350835805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/06/de-norte-sul.html' title='De Norte para Sul'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RoLU_M7FvKI/AAAAAAAAAEA/BVutxN3rhQs/s72-c/ahr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>52</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8747128691326654966</id><published>2007-06-14T02:21:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T02:39:22.458-07:00</updated><title type='text'>Noite de Santo António</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na noite de Stº António, como medida de retaliação contra a RTP 1, em virtude de não ter transmitido a parte final das cerimónias do 10 de Junho, decidi não assistir ao directo televisivo das marchas populares na Avenida de Liberdade, optando por ir até ao “marchódromo”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois já me tinha chegado assistir através do pequeno ecrã aos discursos do nosso presidente e do presidente da comissão das comemorações, ao desfile dos mais variados tipos de tropas que este ano incluíam um grupo de esquiadores equipados a rigor e as meninas de Odivelas em marcha ziguezagueante, bem como toda uma vasta gama de equipamento militar, algum relativamente moderno e outro dos tempos da guerra do Ultramar, acho que este só vai ser substituído quando desaparecerem da face da terra os últimos sobreviventes dessas campanhas, talvez com receio de lhes desagradar e das consequências que tal facto possa vir a ter. E quando se chegava quase ao fim de toda esta maratona, o nosso “serviço público de televisão” não nos deu o prazer de conhecer os novos Comendadores, foi quase como morrer na praia. Por isso precavi-me antes que também o desfile na Avenida da Liberdade fosse, sem aviso prévio, cortado a meio ou a três quartos devido a compromissos publicitários, por cansaço de algum dos apresentadores, ou devido a um &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RnEI4WLZoWI/AAAAAAAAADo/CvA6T7bcFHY/s1600-h/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075848019142353250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" height="200" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RnEI4WLZoWI/AAAAAAAAADo/CvA6T7bcFHY/s200/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg" width="177" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;qualquer outro motivo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta minha decisão fez-me recuar até há alguns anos atrás (bastantes) em que eu, sentado num mocho de pinho, na taberna - mercearia do Sr. Alves dos Santos, trincando umas batatas fritas “Pála Pála” e bebendo um “Frutol”, ia assistindo ao desenrolar da festa, conjuntamente com os meus amigos, através da Oliva a preto e branco, enquanto ele, pessoa que conhecia Lisboa tão bem como as palmas das suas mãos, nos ia dando explicações sobre o acontecimento e sobre toda a envolvência da vida na cidade de onde fugira, embora muito a amasse, conforme um dia mais tarde me confessou, tal como muito amava e amou até ao fim alguém que deixou ficar para trás.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Decidi, desta forma, viver por algumas horas naquele ambiente único onde uma heterogeneidade de cores se mistura com a música, com os gritos (“ai é é é …Alfama é que é”, “marcha linda”, “cerveja a um euro”), com o cheiro a manjerico e a sardinhas assadas, com as palmas e com os encontrões dados na ânsia de chegar o mais próximo possível da plataforma de desfile.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este ano havia o particular interesse de se estar a atravessar uma fase deveras conturbada, devido às eleições que se avizinham, e como era de esperar os doze candidatos não se fizeram rogados e compareceram, alguns mais para serem vistos do que para ver, na ânsia de ocupar a melhor posição no final da corrida eleitoral. Quando o “marchódromo” se começou a esvaziar, Carmona Rodrigues serviu de bombo da festa por não se ter sentado junto dos restantes candidatos, tendo alguns deles lhe ribombado com particular intensidade na pele. Foi, ainda, motivo de reparo a oferta de manjericos por parte de Sá Fernandes e a troca de cumprimentos (&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RnEI_GLZoXI/AAAAAAAAADw/s3-j38meQkY/s1600-h/Fun31Dez05.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075848135106470258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RnEI_GLZoXI/AAAAAAAAADw/s3-j38meQkY/s200/Fun31Dez05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;um pouco forçada) de Helena Roseta a António Costa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de ter visto a marcha de Alfama a desfilar, encabeçada pelo João Baião que saltitava alcatrão fora no seu estilo muito peculiar (reminiscências do macaco Adriano) e pela Cinha Jardim que de quando em vez lá ia atendendo o telemóvel ao mesmo tempo que lançava um sorriso forçado para a assistência, dirigi-me para um dos dezoito arraiais existentes nas sete colinas e arredores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde ao som do “cheira bem, cheira a Lisboa” e de outros acordes similares fui dando os meus passos de dança, enquanto que através da direcção que o fumo, proveniente dos assadores das sardinhas, ia tomando, tentava adivinhar onde afinal se iria construir o novo aeroporto, só que a forte inconstância do vento da madrugada lisboeta, fez-me permanecer numa constelação de incertezas, onde tal como eu, o país dia após dia continua a navegar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8747128691326654966?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8747128691326654966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8747128691326654966&amp;isPopup=true' title='62 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8747128691326654966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8747128691326654966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/06/noite-de-santo-antnio.html' title='Noite de Santo António'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RnEI4WLZoWI/AAAAAAAAADo/CvA6T7bcFHY/s72-c/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>62</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8056109829829748513</id><published>2007-06-02T15:18:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T04:29:17.246-07:00</updated><title type='text'>Cor-de-rosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje de manhã fiquei plenamente convicto de que vivo num país onde predomina a cor-de-rosa. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entenda-se que não me refiro à cor-de-rosa do Largo do Rato que depois das últimas eleições legislativas desaguou em S. Bento e coloriu a maior parte dos lugares do Parlamento; mas à imprensa cor-de-rosa que invade este país de lés a lés, nas estações &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHwYklk1RI/AAAAAAAAADg/mNeBeTLYrNs/s1600-h/cartoon.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071598960324695314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHwYklk1RI/AAAAAAAAADg/mNeBeTLYrNs/s200/cartoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;rodoviárias e ferroviárias, nos aeroportos, nas papelarias, e nos quiosques de esquina. Só no quiosque onde comprei o jornal constatei que das cinco prateleiras de revistas, três eram ocupadas por publicações desta especialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quais têm uma abrangência notável, pois é possível aí encontrar os resumos das telenovelas, a programação televisiva, as receitas de culinária, as tendências da moda, as lojas mais “in”, as discotecas, os locais de férias de referência, os restaurantes, as dietas, os ginásios, o horóscopo e até, pasme-se, a solução para problemas sexuais graves (p.e. “fiz sexo oral será que estou grávida?”); mas também as referências ao “jet set” nacional e internacional, às suas operações plásticas, casamentos, divórcios, infidelidades, gravidezes, às férias na neve onde uma “Inha” qualquer partiu uma unha, ou às férias nos trópicos onde foi fotografada em “topless” na c&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ompanhia de um ilustre desconhecido, às roupas utilizadas, carros, sapatos, malas e a toda uma vasta parafernália de outros assuntos essencialmente relacionados com o parecer e muito pouco com o ser, transferindo todas as preocupações para o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diria mesmo que estamos perante uma forma de entorpecer &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHvVElk1QI/AAAAAAAAADY/08MJbJsA7co/s1600-h/paradasic+232.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071597800683525378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHvVElk1QI/AAAAAAAAADY/08MJbJsA7co/s200/paradasic+232.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;e enviesar o espírito da sociedade em geral, se Marx fosse vivo, certamente não se teria referido à religião como o ópio do povo, mas antes à imprensa cor-de-rosa. Assim, enquanto andamos adormecidos no embalo do desfecho da telenovela preferida, ou na expectativa da próxima gala e de todo o desfile de vaidades que a adornará, vamos navegando num mar ora tempestuoso, ora mais calmo, num navio bem pintado e reluzente por fora, mas com rombos aqui e ali que lá se vão conseguindo tapar sem se saber muito bem como, num processo contínuo que vai evitando o naufrágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos rombos que mais me preocupa é a desertificação do interior, pois tal como se referia na edição de hoje do Expresso, “Portugal é uma praia apinhada com um deserto nas traseiras”. Isto porque, à semelhança de milhares de outros portugueses, sou um “rurbano”, nasci e cresci no interior, mas depressa senti o apelo da grande cidade. Quando regresso, custa-me ver, os velhos cada vez mais velhos, as casas a cair, os eucaliptos a galopar desalmadamente pelos campos fora, as silvas a proliferar por todo o lado, a ausência da alegria dos casamentos e dos baptizados, o rol &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHuEUlk1PI/AAAAAAAAADQ/qkSG2wT5fvQ/s1600-h/campoelago+199.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071596413409088754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHuEUlk1PI/AAAAAAAAADQ/qkSG2wT5fvQ/s200/campoelago+199.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;das doenças deste e daquele, a tristeza dos funerais. Como resultado deste panorama, os únicos casos de sucesso empresarial que lá consigo encontrar, são: o táxi para transportar os doentes ao centro de saúde cada vez mais distante, o lar para acolher os idosos e a agência funerária. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Isto afecta-me de tal forma que quando estou cheio do bulício da cidade e procuro refúgio na pacatez do campo, uma vez lá, perante este quadro, procuro cada vez mais rapidamente o caminho de regresso, ficando com a sensação que só me sinto bem na estrada que liga estas duas referências da minha vida e na estação de serviço onde paro para beber um café enquanto olho para o escaparate das revistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8056109829829748513?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8056109829829748513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8056109829829748513&amp;isPopup=true' title='62 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8056109829829748513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8056109829829748513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/06/o-cor-de-rosa.html' title='Cor-de-rosa'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RmHwYklk1RI/AAAAAAAAADg/mNeBeTLYrNs/s72-c/cartoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>62</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8028865258451093184</id><published>2007-05-25T08:46:00.000-07:00</published><updated>2007-05-25T09:03:57.404-07:00</updated><title type='text'>A Cobardia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RlcIxUlk1OI/AAAAAAAAADI/o4zLYYe7JZ4/s1600-h/cobardia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068529549061706978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RlcIxUlk1OI/AAAAAAAAADI/o4zLYYe7JZ4/s200/cobardia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;"Se a cobardia não destruísse o homem, a coragem mudaria o mundo"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Péricles Gomes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E para si o que é a cobardia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8028865258451093184?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8028865258451093184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8028865258451093184&amp;isPopup=true' title='66 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8028865258451093184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8028865258451093184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/05/cobardia.html' title='A Cobardia'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RlcIxUlk1OI/AAAAAAAAADI/o4zLYYe7JZ4/s72-c/cobardia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>66</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4898003775261598346</id><published>2007-05-19T16:37:00.000-07:00</published><updated>2007-05-19T17:11:12.446-07:00</updated><title type='text'>Mar azul claro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Neste dia em que um intenso vendaval se abateu sobre a Lisboa e arredores, decidi, tal como costumo fazer em muitas outras ocasiões, deambular pelo Oeste, serpenteando, ao sabor da minha vontade, pela estrada da beira-mar, olhando para o horizonte, onde se depositam tantos dos meus sonhos. Alguns, com o decurso do tempo vão-se esboroando nas areias da praia, sob a forma de espuma que depressa desaparece, outros permanecem naquela linha imaginária onde o azul do céu se une com o azul do mar, sendo estes últimos que me vão dando alento para seguir em frente neste caminho que é a vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como chegou a hora de almoço e todas estas deambulações pelo abstracto já me estavam a atormentar demasiado a alma, decidi parar num restaurante da beira da estrada, escolhi um daqueles que têm sempre bastantes camionistas à porta, sinal de que a comida é boa, barata e de que o repasto é servido por um elenco feminino de elevada qualidade, originário do Brasil ou de um qualquer país de leste.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, a escolha preenchia todos os requisitos, ao que acresceu, o som típico dos telemóveis permanentemente a tocar, pois não há português que se preze que não tenha no mínimo três destas janelas para o mundo; a fumaça do tabaco que serpenteava pelo ar misturando-se com o odor da comida que a uma cadência &lt;a href="http://www.square-metres.co.uk/UserFiles/Image/costa_de_prata/ericeira-(1).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.square-metres.co.uk/UserFiles/Image/costa_de_prata/ericeira-(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;acelerada saía da cozinha para a sala das refeições; e como não podia deixar de ser a interrogação do “oh faz favor, ainda demora muito?”, interpolada aqui e ali com o pedido dos palitos, da ementa, da sobremesa, do café, do digestivo, da água com gás, da conta, do número de telemóvel de alguma das beldades que dengosamente circulava por entre as mesas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Caí na asneira de ficar perto da televisão, e a Lisboa e arredores do vendaval que eu pensava ter deixado para trás, voltou-me a entrar pelos olhos dentro, não falo em concreto desta linda cidade onde a par da beleza extraordinária de algumas partes, existem outras onde o lixo se acumula, os estaleiros surgem como cogumelos, as obras nunca mais acabam e a degradação arquitectónica e humana não param de aumentar, fazendo-me lembrar uma mulher terrivelmente bela, com um vestido desbotado e calçando uns sapatos rotos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Falo antes de uma série de acontecimentos que fazem parte dos telejornais, como seja a corrida desenfreada à Câmara de Lisboa, onde depois da queda de Carmona em desgraça, se perfila um extenso rol de candidatos, designadamente, Fernando Negrão, Helena Roseta, Ruben de Carvalho, António Costa, tendo este último se apressado a dizer que não era o “Gordon” português, com aquele ar inocente de quem ainda há pouco tempo se pavoneava de burro pela Calçada do Carriche. Ao sair do governo deu o seu lugar, na pasta (sempre delicada) da Administração Interna, ao Dr. Rui Pereira, cujos méritos nesta área, tal como noutras, são sobejamente conhecidos. Este aterrou no Terreiro do Paço, depois de uma passagem meteórica pelo Tribunal Constitucional, aquando da saída da Doutora Fernanda Palma e de outros juízes, sendo que esta foi ocupar a coluna jornalística onde o insigne jurista, professor de Direito Penal e ex-coordenador da Unidade de Missão da Reforma Penal escrevia ao Domingo, sobre os mais variados temas da segurança.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Decidi meter-me à estrada que me haveria de conduzir à Nazaré, quando se começava a falar do avião faustoso que o Presidente José Eduardo dos Santos quer adquirir, para se deslocar por esse mundo fora e certamente para aterrar no novo aeroporto da Ota aquando da sua inauguração, ficando, pelo menos aparentemente, em segundo plano as preocupações com os problemas sociais que continuam a grassar em Angola.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o rádio, os telemóveis e estrada fora fui olhando para o mar azul claro dos meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4898003775261598346?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4898003775261598346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4898003775261598346&amp;isPopup=true' title='76 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4898003775261598346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4898003775261598346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/05/mar-azul-claro.html' title='Mar azul claro'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><thr:total>76</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-1468990169786138444</id><published>2007-04-29T04:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T11:54:38.849-07:00</updated><title type='text'>Depois, nada resta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao final mais uma semana extremamente agitada. Pontuada, desde logo, pela inauguração do novo túnel do Marquês, relativamente ao qual permanece a dúvida acerca da sua segurança, pois, apareceram uns bombeiros a dizer que sim outros que não. Políticos, engenheiros, tecnocratas e fazedores de opinião também se dividiram, de forma que tal como referia a Maria Filomena Mónica no RCP permanece a incerteza, paira a dúvida no ar e nestas questões não há nada pior que a dúvida. Às tantas foi por causa das dúvidas,sobretudo da dúvida em torno da sua qualidade de arguido que o presidente da edilidade lisboeta decidiu voar até terras de sua majestade, devidamente enquadrado por um grupo de amigos, para ver uma exposição de motas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece que está arrumada a questão do internamento da “Pantera Negra”, pois, já teve alta e almoçou com alguns amigos de longa data, conforme foi amplamente divulgado num conhecido diário desportivo, onde predomina ostensivamente a cor vermelha. Contudo, nesta matéria há um assunto que traz meio mundo preocupado: a incógnita em torno da possível deslocação do ex-astro ao estádio para assistir “in loco” à segunda mão do Campeonato da 2ª Circular e dos cuidados que terão de ser tomados caso a mesma se venha a concretizar. Talvez por isso não se tenha notado a emotividade, a expansividade e mesmo alguma explosividade que costumam rodear tal evento. E, pasme-se que até os presidentes dos eternos rivais lisboetas, têm aparecido juntos, lançando mútuos olhares ternos e embevecidos, diria mesmo que há fortes probabilidades de estar em gestação alguma aliança do Sul futebolístico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, mudando do panorama desportivo para o cultural, e mais concretamente para o canto, dança e arte dramática, assistiu-se recentemente a alguns momentos de grande qualidade, quando um líder político arquipelágico detentor de grande carisma, entrou de rompante em palco, de uma forma muito “sui generis” dançando com uma graciosidade, vivacidade e elegância, únicas. Fiquei com a convicção que se perdeu um grande talento no panorama da dança clássica nacional, talvez mesmo um primeiro bailarino de expressão internacional. Mas se tal tivesse acontecido, devido ao desinvestimento que tem havido nas diversas áreas da cultura, provavelmente, agora andaria a vaguear por uma qualquer urbe deste país, em busca do sonho perdido, a olhar para o horizonte vazio, encolhendo a cabeça entre os ombros a cada tomada de consciência da sua triste realidade, ou então a pescar tainhas junto a uma das saídas de esgoto, entre Algés e Sacavém, pois é aí que elas são mais gordinhas e deitam mais unto quando são confeccionadas. Porém, devido ao caminho que decidiu trilhar, mantém-se permanentemente ocupado, de uma forma frenética, na ribalta, sob os holofotes da fama, acutilando de uma constante o governo central independentemente do seu quadrante político, ao melhor estilo de um verdadeiro “enfant terrible”, viajando pelos quatro cantos do mundo procurando apoio junto dos seus conterrâneos, divulgando a arte de bem se desenrascar em qualquer situação mais incómoda, de escavar, betonar e betumar.&lt;br /&gt;E, desengane-se quem pensa que a sua veia artística se esgota na dança, pois, permanece no imaginário de todos nós as suas exibições, em trajes carnavalescos, a tocar tambor e cantando os mais variados tipos de canções, com uma manifesta apetência para as letras e músicas de inspiração regional e tropical. Já no que concerne à arte dramática, também domina todas suas vertentes, tendo uma especial predilecção pela tragédia grega, por isso, e de uma forma exímia, argumentou que a polémica gerada em torno do famoso diploma, mais não é do que um reflexo da ira divina pela forma como aquele arquipélago tem sido tratado pelo poder instalado em Lisboa.&lt;br /&gt;Mas todo este vasto movimento cultural que tem varrido a pérola do Atlântico de lés a lés, é encimado pelas actuações de alguns reis da música popular, entre os quais se destaca o patriarca do clã Carreira, o famoso Tony. Sim, aquele que arrasta multidões femininas em estado de histeria absoluta, as “carreiretes”, devidamente equipadas a rigor, as quais percorrem centenas de quilómetros para assistir aos concertos do grande mago da música lusa, elevando-se ao sétimo céu à medida que os acordes ecoam estrondosamente num qualquer recinto, ao mesmo tempo que empunham cartazes com expressões sublimes, tais como: “és o maior”, “estou aqui”, “amo-te”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em estado de histeria também ficaram os manifestantes anarquistas que “apenas” grafitavam algumas paredes na zona do Chiado, quando foram alvo da ira dos bastões da PSP. Parece que agora a Inspecção-Geral da Administração Interna vai determinar se a intensidade da ira dos bastões foi proporcional e adequada aos factos praticados. Aliás, a isto somam-se outras situações mais ou menos incómodas para esta Polícia e que são do domínio público, dado que foram amplamente divulgadas pela Imprensa, designadamente, os incidentes do Benfica - Porto, o caso do assaltante que afinal era polícia ou as suspeitas em torno de actuações menos claras no combate ao tráfico de droga. Quando vejo uma notícia deste género, envolvendo qualquer uma das nossas polícias, porque a tômbola vai rodando por todas, umas vezes mais aqui, outras mais ali, veja-se o caso de Sacavém ou o da corrupção na BT, vem-me logo à cabeça uma frase que uns “okupas” escreveram numa casa ali para os lados da Avª Almirante Reis: se a polícia nos protege, quem nos protege da polícia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RjSICCAlcWI/AAAAAAAAADA/-zNV-HkXcUE/s1600-h/133.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058817849924350306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RjSICCAlcWI/AAAAAAAAADA/-zNV-HkXcUE/s200/133.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Contudo, para mim, o momento alto da semana, foi a publicação, pelo Ministério da Justiça, de um guia explicativo sobre a corrupção, onde de uma forma abreviada, aliás demasiadamente abreviada, se tenta entrar no campo da prevenção da corrupção. Segundo a minha perspectiva trata-se de uma abordagem parcial, uma abordagem situacional, centrada nos efeitos e não nas causas, deixando-se de lado a especial atenção que deve ser dada aos problemas da educação, assistência, habitação, trabalho, bem-estar social e qualidade de vida.&lt;br /&gt;Daí que num comentário on line a uma notícia sobre esta temática um leitor tenha escrito que “continuo a suportar um seguro de saúde porque o sistema público de saúde não funciona, a pagar mais impostos porque sou casado e não estou divorciado, o meu ordenado é corrigido em 1,5% ao ano quando as coisas sobem mais de 6% ao ano, não procurem bodes expiatórios, a corrupção são vocês mesmos”. Porque a corrupção não se combate, apenas com uma exército de potenciais delatores, embora, tal como escreveu o Vasco Pulido Valente um destes dias, “o país político gosta que o povo ande vigiado”, mas quebrando alguns mecanismos retrógrados da Administração Pública, dando condições de trabalho, incentivando ao bom desempenho, pagando ordenados dignos, estabelecendo regras de conduta, reduzindo a burocracia e os procedimentos administrativos, fiscalizando, supervisionando, actuando de forma célere logo que as situações de corrupção sejam detectadas, dando particular atenção aos financiamentos partidários e investindo em campanhas de informação para que haja consciência do problema, dos seus custos e da sua ilicitude. Logo, há que conciliar a prevenção situacional com a prevenção social, embora, muitas vezes se esqueça tal facto, porque a primeira é mais barata e dá mais espaços jornalísticos, mas depois, à semelhança daquilo que acontece com as taças de champanhe quando a espuma desaparece, nada resta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-1468990169786138444?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/1468990169786138444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=1468990169786138444&amp;isPopup=true' title='72 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1468990169786138444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1468990169786138444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/04/dvida.html' title='Depois, nada resta'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RjSICCAlcWI/AAAAAAAAADA/-zNV-HkXcUE/s72-c/133.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>72</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5445865296915999146</id><published>2007-04-24T15:11:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T09:48:42.285-07:00</updated><title type='text'>Quadro sintomático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri6DS73wakI/AAAAAAAAAC4/SjanPD0eiCI/s1600-h/eusebio4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057123792916081218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri6DS73wakI/AAAAAAAAAC4/SjanPD0eiCI/s200/eusebio4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde há alguns dias a esta parte que o tema central dos noticiários nacionais é o internamento de Eusébio da Silva Ferreira e a intervenção cirúrgica a que foi submetido, devido a um quadro sintomático onde se inclui a arteriosclerose e lesões significativas nas artérias carótidas internas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O mediatismo em torno de tal evento deve-se ao facto de se tratar de um ícone dos tempos da tristemente célebre triologia: Fátima, Fado e Futebol. Fazendo parte de uma geração de ouro de jogadores desta modalidade, os quais de forma significativa contribuíram para manter o país anestesiado relativamente aos problemas que nessa época afectavam a generalidade dos portugueses, tais como, o nosso atraso em relação ao resto da Europa e do mundo, a guerra colonial, as constantes vagas de emigrantes a caminho dos “bidonvilles” dos subúrbios das grandes cidades francesas, a ausência da liberdade de expressão, o poder omnipresente da Igreja na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apesar dos anos terem passado, a ex-estrela ainda consegue anestesiar este pedaço de terra em forma rectangular, pois, deixou-se de falar da questão do diploma que até já fez correr lágrimas num rosto que ainda há pouco tempo parecia de aço impenetrável, da Universidade Independente, do “ovo kinder” do CDS/PP, da flexisegurança, dos novos contratos a aplicar à função pública e do respectivo regime de avaliação, do défice, da taxa de desemprego, da perda diária do poder de compra, do endividamento dos particulares, do aeroporto da Ota, do TGV, da polémica em torno da Câmara de Lisboa, dos ajustamentos das forças de segurança, e de tantos outros temas que nos afligem de uma forma constante, persistente, à semelhança de uma dor crónica que consegue resistir aos mais variados analgésicos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Embora nada me mova contra a iniciativa privada na área da saúde, não deixa de ser significativo que o internamento tenha ocorrido no, recentemente inaugurado (com o beneplácito do poder político), Hospital da Luz, o qual, por isso, foi alvo de uma intensa promoção publicitária gratuita, através dos diversos órgãos de comunicação social, o que lhe permitirá atrair para a sua esfera todo um vasto lote de clientes, quer de forma directa desde que tenham capacidade financeira para o efeito, quer de forma indirecta, através dos seguros de saúde e de outras modalidades afins.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não obstante, da Revolução de Abril de 1974, ter emergido o direito à saúde, plasmado na Constituição, consubstanciado na criação de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito, este não consegue dar resposta às necessidades da generalidade da população. Alguns dos reflexos disso, são as filas constantes para marcar consulta, as listas de espera para as intervenções cirúrgicas, a falta de médicos, o encerramento de serviços e valências, as instalações decrépitas, ou a sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E, foi devido à ausência de instalações do novo Centro de Saúde que a população de Carnide se manifestou no momento da inauguração do citado ultra moderno Hospital; tal como foi devido às reduções orçamentais que comprometem uma "gestão rigorosa e eficaz" que o presidente do conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra se demitiu; tal como veio hoje a público que diversos hospitais ainda não assinaram os contratos programas para 2007 com o Ministério da Saúde, onde são definidos os objectivos e dinheiro a receber pelos cuidados que prestam, processo que deveria ter ficado concluído em Dezembro de 2006.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como facilmente se depreende não se trata de um quadro sintomático simples, antes pelo contrário, reveste-se de bastante complexidade, tornando-se necessário ir muito para além dos simples analgésicos, tendo que se proceder a uma vasta intervenção de &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri6CXr3wahI/AAAAAAAAACg/A9V5ZCHzdWA/s1600-h/Rufino_LM_Hospital_3.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057122775008832018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 117px" height="117" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri6CXr3wahI/AAAAAAAAACg/A9V5ZCHzdWA/s200/Rufino_LM_Hospital_3.jpg" width="129" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;fundo, recorrendo a todo um vasto conjunto de terapêuticas. Para que tanto eu, cidadão mal remediado deste país, como a idosa sem abrigo e pedinte que de vez em quando encontro na ala poente da estação do Metro nas Picoas com o seu prato de plástico amarelo, sempre parco de moedas, quando formos acometidos de algum quadro clínico mais grave que exija internamento, não tenhamos a sensação de ter entrado nalgum hospital de um país subdesenvolvido, onde apenas resta esperar pelo momento da morte, apreciando as aranhas que vão tecendo as suas teias e ouvindo o zumbido das moscas, entremeado de quando em vez pelos gritos de dor que aqui e ali se vão soltando. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isto, porque tanto eu como ela não podemos aceder ao hospital particular mais próximo, devidamente apetrechado em termos de pessoal e de tecnologia de última geração, pois, devido a um conjunto de circunstâncias e de partidas que a vida nos pregou, não podemos suportar os custos inerentes a um seguro de saúde.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5445865296915999146?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5445865296915999146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5445865296915999146&amp;isPopup=true' title='50 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5445865296915999146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5445865296915999146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/04/quadro-sintomtico.html' title='Quadro sintomático'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri6DS73wakI/AAAAAAAAAC4/SjanPD0eiCI/s72-c/eusebio4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>50</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-5997712791408381144</id><published>2007-04-24T14:37:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T09:48:56.258-07:00</updated><title type='text'>Nomeação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057116508651547122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s200/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O espaço do Vladimir foi nomeado, como blog que faz pensar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Por tal facto, os meus agradecimentos à Horta da Mila.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;As normas impõem a colocação do selo e a nomeação de outros cinco blogs. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Para o efeito nomeio:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mudardependedeti.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Este é o país que queres?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Do Portugal Profundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jumento.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O Jumento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://terapias-inocentes.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Terapias inocentes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://violada_mas_nao_vencida.blogs.sapo.pt/39125.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Alexandra Caracol&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-5997712791408381144?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/5997712791408381144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=5997712791408381144&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5997712791408381144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/5997712791408381144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/04/nomeao.html' title='Nomeação'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Ri58q73wafI/AAAAAAAAACQ/W4V09UNm32A/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4691328422611888791</id><published>2007-04-21T05:15:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T09:49:14.656-07:00</updated><title type='text'>A felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RioBTb3waaI/AAAAAAAAABo/L7eQyR4wU8A/s1600-h/saltar%20no%20mar1-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055854965087562146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" height="220" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RioBTb3waaI/AAAAAAAAABo/L7eQyR4wU8A/s320/saltar%2520no%2520mar1-thumb.jpg" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Em regra, a felicidade é associada a um estado de satisfação íntima, de bem-estar, no qual se encontram satisfeitas todas as aspirações do ser humano, referindo François Chateaubriand que “não somos nada, sem felicidade”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a sua opinião sobre este tema?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4691328422611888791?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4691328422611888791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4691328422611888791&amp;isPopup=true' title='73 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4691328422611888791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4691328422611888791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/04/felicidade.html' title='A felicidade'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RioBTb3waaI/AAAAAAAAABo/L7eQyR4wU8A/s72-c/saltar%2520no%2520mar1-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>73</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-3872804588886983013</id><published>2007-04-14T17:52:00.000-07:00</published><updated>2007-04-15T15:59:09.356-07:00</updated><title type='text'>O desnorte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Nos últimos anos do secundário, por mero acaso do destino, tive um professor de Português, do qual guardo as melhores recordações, tanto ao nível pessoal como profissional. Ao nível profissional, porque era uma pessoa que ensinava e ensinava bem, não se limitando a despejar conteúdos programáticos, mas obrigando-nos a pensar em tudo o gravitava em torno desses temas. Ao nível pessoal porque tinha sido padre, tal como muitos outros da sua geração, mas a dado momento, não concordando com a imposição do celibato, optou pela carreira de professor e pelo caminho da felicidade que se abriu à sua frente, trilhando-o até ao final dos seus dias ao lado da pessoa que amava.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Onde quer que ele esteja, de certeza que está num profundo desassossego e descontentamento, com o rumo que a Igreja vem tomando, pelas mãos do seu novo timoneiro, o qual ao que parece defende que as celebrações litúrgicas se realizem recorrendo ao latim e que se adopte uma postura mais austera durante a sua realização, não tardará muito para que vejamos os homens separados das mulheres, e estas utilizando um véu preto na cabeça ou algo semelhante à “burka”. Aliás, outra coisa não seria de esperar de um senhor que antes de aceder ao leme da Igreja era o responsável máximo do órgão que sucedeu ao Santo Ofício e que tão má memória por cá deixou, quanto mais não seja por ter estado na origem da debandada massiva para o norte da Europa dos comerciantes e intelectuais judeus, devido ao cheiro a carne chamuscada que assiduamente circulava na zona do Terreiro do Paço, advindo daqui um conjunto de consequências nefastas que ainda hoje por cá se fazem sentir.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Esse meu saudoso Mestre, todos os anos, em Agosto, fazia as malas, partia no Sud Express e transpunha os Pirinéus, deambulando pela Europa, procurando as últimas novidades nos países mais desenvolvidos (França, Inglaterra, Alemanha, Holanda) e visitando também outros que no passado tinham sido o motor do desenvolvimento europeu (Itália e Grécia), devido ao profundo interesse que nutria pela cultura clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RiF4pmGFqaI/AAAAAAAAABY/DIa26y6OAN8/s1600-h/chiado01.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053452912882461090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" height="200" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RiF4pmGFqaI/AAAAAAAAABY/DIa26y6OAN8/s320/chiado01.jpg" width="233" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Quando regressava, dizia que para se ambientar tinha de tomar um banho com “sabão Lisboa”, no qual entravam diversos ingredientes, tais como uma ida ao Parque Mayer para assistir à revista de sucesso do momento, outra a uma casa de fados e um demorado passeio pela Baixa-Chiado. Depois de cumprido este ritual, através do qual se consciencializava que se encontrava em Portugal, no seu “pequeno Portugal”, rumava em direcção à sua “incestuosa cidade” do interior, onde passaria mais um ano a leccionar, com a esperança de que o oxigénio do conhecimento trazido do exterior não se esgotasse entretanto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Também eu, quando saio de Lisboa, e não é preciso ir ao estrangeiro, no regresso só me sinto bem depois de uma ida ao cinema, nas minhas salas preferidas, as quais ficam num conhecido centro comercial lisboeta. Contudo, antes de entrar na sala, satisfaço a minha cafeínodependência e enquanto sorvo demoradamente o conteúdo acastanhado da chávena, observo a feira de vaidades que se vai pavoneando corredores afora, correndo não se sabe muito bem para onde, talvez atrás do último modelo de telemóvel ou de uma outra inutilidade qualquer, enquanto são lançados olhares apressados para a indumentária dos restantes parceiros de corrida.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Tal como tenho de dar uma volta pela Baixa Chiado, entrosar-me no bulício típico daquela zona de Lisboa, as livrarias, os pedintes que tocam acordeão e viola, o som das chávenas a tilintar em cima dos balcões de vidro, a calçada negra, o odor a castanhas, o anúncio do chapéu de chuva, a extravagância dos estudantes das Belas – Artes, os piropos que se vão lançando, enfim um sem número de coisas. Hoje, enquanto fazia este percurso e lia a notícia da morte do historiador francês René Remond, reparei num “outdoor” onde apareciam alternadamente a Cláudia Vieira e a Judite de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A primeira fazia publicidade a uma marca de lingerie, com as suas longas pernas assentes sobre uns sapatos de tacão alto. A segunda ostentando um uniforme típico de funcionária de um qualquer quiosque de esquina ou de uma tabacaria, tentava transmitir a ideia de que seria esse o seu destino se não tivesse estudado. O problema é que em Portugal existem milhares de pessoas que concluíram uma licenciatura, mestrados e doutoramentos e que se asfixiam aos poucos num qualquer quiosque, ao volante de um táxi, na caixa de um supermercado, entre outras milhentas ocupações similares. Em contrapartida, outros, com habilitações ou sem elas, porque deram nas vistas nalgum treino de captação de futebolistas ou num “casting” para entrarem numa qualquer série de televisão, ficam famosos de um dia para o outro, tendo, por isso, direito a um lugar efémero nos diversos altares do consumismo, espalhados cirúrgica e metodicamente, e onde a sua beleza, também ela efémera, dá indicações à sociedade consumista que depois corre desabridamente pelos corredores dos centros comerciais a fim de satisfazer as suas desnecessidades. Na maior parte dos casos, quando a beleza e o talento se forem, acabarão numa qualquer ocupação, como aquelas que atrás foram referidas, à semelhança do que aconteceu ao Vítor Batista, ex-jogador do Benfica e que caindo de degrau em degrau acabou a trabalhar num cemitério em Setúbal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Os restantes são aqueles que mercê de toda uma conjugação de factores, podem ir recarregar a garrafa de oxigénio do conhecimento, bem como alguns que partem para encher a garrafa e nunca mais voltam. Lemos de quando em vez uns artigos, destes últimos, em revistas das diversas especialidades, ou umas entrevistas, mas todo o seu saber é utilizado em prol dos países para onde foram praticamente escorraçados, tal como o foram outros ao longo de gerações e gerações, numa sangria que tem contribuído para o desnorte asfixiante, incestuoso e permanente em que vivemos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-3872804588886983013?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/3872804588886983013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=3872804588886983013&amp;isPopup=true' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3872804588886983013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/3872804588886983013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/04/o-desnorte.html' title='O desnorte'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RiF4pmGFqaI/AAAAAAAAABY/DIa26y6OAN8/s72-c/chiado01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>52</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8052921700088831341</id><published>2007-03-31T11:36:00.000-07:00</published><updated>2007-04-01T09:00:29.470-07:00</updated><title type='text'>Sábado de manhã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rg6rHkLhPqI/AAAAAAAAABI/dP5RyS3aeDU/s1600-h/feira03.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048160378788331170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rg6rHkLhPqI/AAAAAAAAABI/dP5RyS3aeDU/s320/feira03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Faço parte de um lote de portugueses que ao sábado de manhã, invariavelmente, deixa a esposa no seu habitat natural, a exercer os seus direitos de mulher, na qualidade de rainha do lar e se dirige ao café mais próximo, equipado a rigor, com fato de treino, meia branca e sandália de fivela, lê os matutinos e diz mal de tudo e de todos enquanto bebe o café matinal. Hoje, depois de ter sorvido a minha dose de cafeína, quando meti nos lábios o primeiro cigarro do dia, e olhei para o meu reluzente cachucho que ostenta orgulhosamente as bandeiras entrelaçadas do Benfica e de Portugal, decidi pôr-me a caminho da feira. Não sei porquê, mas sempre me senti atraído pela mistura de pessoas, de sons e de sabores que por aí se pode encontrar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Quanto à mistura de pessoas, assumem uma posição de destaque os ciganos, os quais dão um colorido muito especial ao terreiro, ocupando a maior parte dos lugares de venda. A sua presença traz-me, invariavelmente, à memória algumas imagens que retenho dos seus acampamentos e das suas deambulações pelas estradas e caminhos deste país, em cima das carroças, com todo um aparato muito próprio. Só que agora abandonaram as carroças e fazem-se transportar em carrinhas comerciais topo de gama, tentando imitar, em termos de indumentária, de uma forma muito “sui generis”, as figuras que pululam pelas revistas cor-de-rosa do “jet set”, só que em versão contrafeita.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, além dos ciganos, encontramos, entre outros, indianos, paquistaneses, marroquinos, guineenses, ganeses, angolanos, ucranianos, russos, moldavos, romenos e brasileiros. Daí que o recinto pareça uma Torre de Babel, tal é mistura de idiomas que é possível ouvir, não obstante a constante competição entre os megafones dos feirantes e o último sucesso do Tony Carreira em versão pirateada. Esta Torre de Babel parece que preocupa, de sobremaneira, uns senhores que de repente, decidiram sair de uma labiríntica penumbra onde vegetaram durante anos. Os quais para assinalarem tal facto colocaram, em local nobre da capital, um cartaz, onde se afirma que basta de imigração e que o nacionalismo é a solução, dando um enfoque, muito especial, ao avião que atravessa um céu esplendorosamente azul. Certamente, como viveram alheados do mundo real, esqueceram-se que também temos milhares de portugueses espalhados pelo mundo fora, e que seria muito complicado se algum dia, de uma forma ininterrupta e sucessiva, começassem a aterrar no aeroporto da Portela, ou no da Ota (se de alguma vez for construído) aviões repletos de portugueses devolvidos à procedência. Mas, também se esqueceram que são estes imigrantes que se encarregam de toda uma infinidade de tarefas, consideradas menos nobres pelos portugueses, os quais preferem juntar o subsídio de desemprego, ou outras benesses da segurança social, com meia dúzia de expedientes, de onde resultam rendimentos suficientes para levar uma vida pacata e sem sobressaltos, não se importando, minimamente com as implicações que tal atitude tem para com os restantes habitantes deste cantinho à beira mar plantado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, começo a ouvir em surdina de uma forma insistente: “eles vêm ai”, “eles vêm ai”. Qual a razão de tanta inquietação? Era a GNR, aquela força de segurança de cariz militar que o filho de um ex - Comandante de Posto, agora “expert” na área da segurança depois de uma fulgurante carreira nas armas, quer transformar numa espécie de unidade equivalente aos Rangers ou aos Comandos só que das forças policiais, para intervenção em áreas e situações críticas. Aliás, esta força de segurança traz-me, sempre, algumas más recordações, nomeadamente, porque nunca consigo esquecer o meu vizinho que numa bela manhã, foi conduzido ao Posto local ladeado por dois guardas, com ar marcial, de bicicleta à mão e com a espingarda cruzada no quadro, porque tinha tido a ousadia de escrever a alguém do governo a queixar-se da falta de água que se fazia sentir depois do maior proprietário da zona ter substituído a mancha de sobreiros e carvalhos por eucaliptos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, hoje, a GNR trazia atrás de si, uma quantidade de funcionários de um temido organismo que ultimamente se vem impondo no panorama nacional, provocando muitos amargos de boca a muito boa gente e cujo presidente tem uma especial predilecção por holofotes televisivos. Mercê desta súbita irrupção da autoridade e da sua voracidade em apreender tudo o que encontravam, já não pude comprar o último modelo do meu fato de treino preferido, a minha dilecta esposa ficou sem o seu novo conjunto de lingerie com que eu a queria presentear e talvez receber algo em troca, tal como não pude comer a minha bifana na roullote, nem levar a meia dúzia de farturas e o pão com chouriço para o lanche. Isto porque foi a debandada geral, os ciganos que estavam em redor da “roullote do comes e bebes”, largaram as sandes e as cervejas, limparam o molho das febras e dos couratos às mangas dos casacos modelo executivo contrafeitos, passaram os dedos pelas melenas, meteram os óculos escuros e encaminharam-se rapidamente para as carrinhas Mercedes Vito e outras similares. Para onde as ciganas já tinham despejado tudo o que conseguiram tirar das bancas, depois de terem descalçado as botas pontiagudas, com salto de agulha para conseguirem correr mais depressa por entre a confusão que se tinha instalado, ou ainda para dar com o tacão na cabeça de algum mais afoito. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo desapareceu num ápice, ficando apenas os sacos de plástico vazios, e os restos de caixas de papelão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Só me restava uma alternativa, regressar a casa, de mãos a abanar, e para compensar a minha rainha do lar, achei por bem ajudá-la a exercer os seus direitos de mulher no seu habitat natural.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8052921700088831341?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8052921700088831341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8052921700088831341&amp;isPopup=true' title='86 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8052921700088831341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8052921700088831341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/sbado-de-manh.html' title='Sábado de manhã'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rg6rHkLhPqI/AAAAAAAAABI/dP5RyS3aeDU/s72-c/feira03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>86</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-552964090085996556</id><published>2007-03-23T12:46:00.000-07:00</published><updated>2007-03-23T12:58:33.432-07:00</updated><title type='text'>Ida à fonte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RgQvXHdBOOI/AAAAAAAAAA8/ckfstwgg4r4/s1600-h/fonte.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045209556746057954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RgQvXHdBOOI/AAAAAAAAAA8/ckfstwgg4r4/s320/fonte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Habitualmente, à sexta feira à tarde, agarro nos meus cinco garrafões de água mineral, vazios, meto a chave na ignição e desloco-me até uma fonte muito famosa, onde aguardo pacientemente na fila, esperando que chegue a minha vez de abastecer o vasilhame com o precioso líquido, devidamente filtrado por um conjunto de barreiras artificiais e naturais, durante o seu percurso encosta abaixo até ao momento em que desagua no chafariz. Enquanto esperava, e sorvia uns goles desta maravilhosa água, fiquei a saber que está prestes a ocorrer mais um casamento que certamente fará correr muita tinta nas revistas cor-de-rosa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Parece que Espanha está perdidamente apaixonada por Cristiano Ronaldo, depois do divórcio com Figo, seguido de meia dúzia de casos inconsequentes, finalmente parece que apareceu o homem certo. Por isso, de nada serve a Espanha andar a introduzir-se no nosso tecido empresarial, a atrair empresas para o seu espaço económico e a tentar convencer meio mundo da existência de uma pretensa Ibéria, ofuscando-nos por completo. Alguns já caíram nesse engodo, veja-se o caso da Cartier que só tem representação em Madrid, primando pela ausência neste tão lindo cantinho à beira mar plantado. Quando soube destas movimentações, rebentaram ventos e tempestades, por isso, num acto de redenção promoveu de imediato uma exposição de jóias denominada “Cartier 1899-1949”, na Fundação Calouste Gulbenkian. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ninguém sabe se o enlace matrimonial irá decorrer em Madrid ou em Barcelona. Contudo, fruto de diversos factores, tudo aponta que seja em Madrid, mesmo no coração dos nossos eternos rivais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde logo, o primeiro aspecto positivo deste matrimónio e que encerra em si algum simbolismo, dado que o noivo nasceu no arquipélago da Madeira, é que se serenam os ânimos relativamente às Ilhas Selvagens, sobre as quais a nossa vizinha tem pretensões territoriais, expressas através de voos rasantes por parte sua poderosa força área, e que até levou a que dois dos nossos presidentes por aí ancorassem. Depois, temos a tristemente célebre questão de Olivença, bem como os diferendos ocasionados pelos arrastões de pesca. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas acima de tudo, será um novo alento para reforçarmos as nossas testas-de-ponte em Espanha, aumentando significativamente o respectivo efectivo, ao que não é de todo alheio o impulso de um conjunto de medidas maravilhosas, saídas da douta e sábia cabeça do senhor engenheiro (acho que há para aí algumas dúvidas sobre o seu percurso académico por esclarecer), e dos seus acólitos. Desta forma, torna-se mais fácil que Cristiano Ronaldo passe de príncipe consorte a Rei, exercendo a sua “autorictas” nos vastos domínios de Espanha, vergando a seus pés “nuestros hermanos”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Que golpe de mestre, eu sempre disse que o rapaz iria longe.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-552964090085996556?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/552964090085996556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=552964090085996556&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/552964090085996556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/552964090085996556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/ida-fonte.html' title='Ida à fonte'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RgQvXHdBOOI/AAAAAAAAAA8/ckfstwgg4r4/s72-c/fonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-6277978135000886240</id><published>2007-03-19T15:33:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T16:09:34.802-07:00</updated><title type='text'>A festa popular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rf8QakQZb0I/AAAAAAAAAA0/LME1umDSuTA/s1600-h/Dores_ilum_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043768156273340226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" height="174" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rf8QakQZb0I/AAAAAAAAAA0/LME1umDSuTA/s320/Dores_ilum_1.jpg" width="270" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O fim-de-semana foi dominado por uma festa popular que se desenrolou em Óbidos, devidamente anunciada e propagandeada aos sete ventos. Inicialmente, pensei que se tratasse de mais alguma iniciativa, fruto do dinamismo autárquico que nos últimos tempos tem conseguido tirar aquela simpática vila do Oeste do marasmo onde navegou durante alguns anos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Como gosto, de uma forma muito especial, daquela localidade e daquilo que por ali se vai realizando, já estava a orientar a minha agenda recreativa para rumar em direcção ao Oeste, quando vi o grito da hora H de Óbidos lançado por Nuno Brederote Santos. Ora, quem foi de Infantaria sabe que “hora H”, faz parte do grito desta arma, pois de certeza fê-lo ecoar a plenos pulmões, em uníssono, por montes e vales, nas mais diversas situações, tal como o fizeram muitos dos nossos nos campos da Flandres quando saíam rapidamente das trincheiras e corriam desabridamente por entre o arame farpado e se lançavam de peito aberto contra a metralha alemã na terra de ninguém.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Diversas hipóteses se perfilaram perante mim. Desde logo que fosse a reacção a uma invasão vinda do Norte de África destinada a atacar Lisboa a partir do Norte, recorrendo ao factor surpresa, boas vias de comunicação e aproveitando a actualização da quadrícula. Mas afastei-a liminarmente, porque neste momento nós é que estamos a invadir, e a fazê-lo a quem sempre nos quis conquistar, pois estamos a entrar em Espanha e ao que consta já seremos cerca de 80.635, para tal abrimos duas frentes, uma na Galiza e outra na Extremadura, sendo tudo precedido de algumas &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fZYVAaILRYo"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;bandeiras portuguesas hasteadas no castelo de Olivença&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;. Quando ocorreram as invasões dos Bárbaros também foi assim, os primeiros vieram deslizando suavemente em direcção ao Ocidente, infiltrando-se, tipo cavalos de Tróia, e quando o grosso das forças chegou, já estava tudo minado e a tarefa de conquista extremamente facilitada. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Afastada que foi tal hipótese e outras similares, ainda pensei que o dinâmico autarca de Óbidos tinha patrocinado algum campeonato de luta livre americana, desporto que nos últimos tempos se tornou tão do agrado de muitos portugueses, talvez porque imaginem que quem está dentro do ringue serão certas e determinadas pessoas e assim se sintam vingadas pelas mais variadas agruras que vão sofrendo no seu dia a dia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Permanecendo na dúvida quanto ao evento em concreto e como não gosto de confusões, decidi vaguear pelo Alentejo em flor, navegando num mar calmo de milhentas cores, por entre o tom dourado do sol e o azul resplandecente do céu, tonificando o espírito e preparando-me para enfrentar mais uma intensa semana de sinfonia citadina.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Quando aterrei na capital daquilo que já foi apelidado de Império, vi que não tinha sido rechaçada nenhuma horda de invasores, tal como não tinha havido nenhum campeonato de luta livre, mas constatei que efectivamente tinha havido uma “festa popular” em Óbidos e que a mesma decorreu e terminou da mesma forma que o conto “A Festa” do Miguel Torga, ou seja ao melhor estilo de um verdadeiro arraial popular português, onde se mistura o sagrado e o profano nas suas mais variadas vertentes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-6277978135000886240?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/6277978135000886240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=6277978135000886240&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/6277978135000886240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/6277978135000886240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/festa-popular.html' title='A festa popular'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Rf8QakQZb0I/AAAAAAAAAA0/LME1umDSuTA/s72-c/Dores_ilum_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-1269173248344371481</id><published>2007-03-16T09:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T08:34:02.017-07:00</updated><title type='text'>O destino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfrBbS0x26I/AAAAAAAAAAs/03WJzYzNyvw/s1600-h/destino.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042555407448529826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" height="320" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfrBbS0x26I/AAAAAAAAAAs/03WJzYzNyvw/s320/destino.jpg" width="237" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O destino português, o destino dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos todos os dias falar no destino: “estava destinado”, “é um predestinado”, “o destino somos nós que o construímos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para si o que é o destino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-1269173248344371481?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/1269173248344371481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=1269173248344371481&amp;isPopup=true' title='49 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1269173248344371481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/1269173248344371481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/o-destino.html' title='O destino'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfrBbS0x26I/AAAAAAAAAAs/03WJzYzNyvw/s72-c/destino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>49</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-8259166812873274163</id><published>2007-03-13T09:41:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T12:26:16.356-07:00</updated><title type='text'>O medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfbVeS0x25I/AAAAAAAAAAk/m8EFjBQFjEw/s1600-h/o%20grito%20-%20Munch-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041451549313850258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" height="228" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfbVeS0x25I/AAAAAAAAAAk/m8EFjBQFjEw/s320/o%2520grito%2520-%2520Munch-thumb.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Desde há algum tempo a esta parte, um pouco por todo o lado, são constantes as referências ao medo, traduzido num sentimento de inquietação, aflição, receio, tensão que se sente com a ideia de um perigo real ou aparente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assim, consta que este sentimento atinge alguns sectores das forças de segurança que durante anos a fio permaneceram “intramuros”, a desenvolver tarefas burocráticas. Também o ainda líder do CDS/PP terá passado, ultimamente, os seus fins-de-semana a remover as minas que os deputados centristas vão colocando em locais estratégicos, com medo de ficar amputado politicamente quando efectua os seus deslocamentos através do tortuosos caminhos da política portuguesa. Outros sectores da nossa vida pública, começam a denotar algum receio relativamente a uma tal senhora carinhosamente apelidada de “SISI a controladora”, talvez devido a rimar com “Stasi”, uma outra dama de triste memória que viveu no espaço correspondente à antiga Alemanha de Leste, mas com extensas ramificações. Por seu turno, o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) está a inquietar cerca de 150 mil trabalhadores da função pública, devido ao receio de perderem o seu posto de trabalho. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Noutros tempos para se dispersar a atenção relativamente aos problemas que afligiam a sociedade, lançou-se mão de uma célebre trilogia: Fátima, Fado e Futebol, tudo girando em seu torno. Mas como hoje quando vamos orar a Fátima, já não o fazemos dentro de nenhum autocarro, carregado de farnéis, onde o cheiro dos pastéis de bacalhau se misturava com a fumaça do escape, ao som do último sucesso da Amália, o qual era entremeado pelas inevitáveis discussões em torno do andamento do campeonato de futebol, enquanto se iam devorando lentamente os infindáveis quilómetros das tortuosas estradas nacionais que nos conduziam ao altar do mundo. Pois, vivemos na era das novas tecnologias, e do tão propalado choque tecnológico, como tal recorreu-se a algo menos ligado ao mundo concreto, mais subtil, insípido, inodoro e incolor, similar a uma arma química: o medo, o qual se vai infiltrando na sociedade, no espírito, na alma dos cidadãos, e poucos se vão apercebendo deste “gazeamento” generalizado. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E este gás tem um efeito perverso, uma vez que enquanto vai enleando o pacato cidadão nas suas teias, vai-lhe estreitando o horizonte, limita-lhe a ambição, leva-o a olhar cada vez mais para si, para o seu pequeno mundo, alheando-o do mundo que o rodeia e das grandes questões, corroendo-lhe a capacidade crítica e o pensamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora compreendo que não foi por acaso que há algum tempo atrás o José Gil escreveu o livro “Portugal Hoje - Medo de Existir”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-8259166812873274163?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/8259166812873274163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=8259166812873274163&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8259166812873274163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/8259166812873274163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/o-medo.html' title='O medo'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/RfbVeS0x25I/AAAAAAAAAAk/m8EFjBQFjEw/s72-c/o%2520grito%2520-%2520Munch-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-2627939369303239061</id><published>2007-03-09T15:53:00.000-08:00</published><updated>2007-03-13T12:27:38.365-07:00</updated><title type='text'>Questões de intrincada e díficil solução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Será que Sócrates, afinal, é português? Que desiste de nadar, quando a costa já está perto? Que fala, fala e não o vemos fazer nada? Que, no fundo, já acorda cansado? Que começa a achar que os portugueses o não merecem?” &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aparentemente, a este conjunto de questões lançadas hoje por José Miguel Júdice, no Público de hoje, só se poderá obter resposta através de uma consulta ao Grande Professor e Mestre Amadu de Queluz, eminente cientista e espiritualista, que ajuda a resolver qualquer caso, mesmo grave ou de difícil solução, pois tem poderes para tudo ou quase tudo, designadamente, sorte ao jogo, doenças, maus-olhados, inveja, negócios, emprego, unir, afastar, prender, desviar, casar e descasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda pensei em tirar bilhete para a Estação de Queluz-Belas e consultar o eminente sábio, o qual através da sua douta sapiência, dos seus assessores e dos recursos tecnológicos de última geração de que dispõe, certamente, me saberia dizer se o português é determinado, se consegue passar da palavra à acção, se anda num constante estado de anorexia profunda e se vegeta permanentemente num mundo de insatisfação acinzentada. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://populo.weblog.com.pt/arquivo/ZePovinho.png"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="457" alt="" src="http://populo.weblog.com.pt/arquivo/ZePovinho.png" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, felizmente, foi-me poupado o dinheiro do bilhete e da consulta ao Grande Professor e Mestre Amadu de Queluz, para resolver este conjunto de questões de intrincada e difícil solução, quando soube que um distribuidor do CD’s e cassetes, ao volante do seu Fiat Panda, na zona de Pala, Ribadouro, se tinha despistado e caído às águas do rio Douro, no exacto local onde não existem rails de protecção devido a umas obras recentes. Vendo o nível da água a subir no veículo, lançou mão de um revolver, estilhaçou o vidro da porta a tiro, tendo nadado até à margem e de telemóvel em punho pediu auxílio.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Portanto, não obstante os obstáculos que lhe são colocados, permanentemente, nos diversos caminhos que têm de trilhar ao longo da vida, nem todos os portugueses param de nadar antes de chegar à margem; nem todos os portugueses perante a adversidade caem na histeria, procurando antes soluções, em vez de se tornarem parte dos problemas; e há portugueses que devido à capacidade empreendedora que têm conseguem fugir a um horizonte de cinzentismo fatalista.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-2627939369303239061?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/2627939369303239061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=2627939369303239061&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2627939369303239061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/2627939369303239061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/questes-de-intrincada-e-dficil-soluo.html' title='Questões de intrincada e díficil solução'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127601366192218085.post-4065817293848665117</id><published>2007-03-07T13:47:00.000-08:00</published><updated>2007-03-13T12:27:01.198-07:00</updated><title type='text'>A cada dia que passa, uma nova surpresa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hoje de manhã quando olhava para as gordas dos jornais diários expostos no quiosque, fiquei perplexo, interroguei-me a mim próprio se já estava a ficar com algum síndroma manhoso, ou se ainda seriam os resquícios dos vapores etílicos da noitada anterior, complementados com uma subida, de três vãos de escadas ali para os lados das avenidas novas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Tal interrogação advém do facto de num dos “diários de referência” (agora tudo é referência – cai bem) ter visto o seguinte título: «'Três Marias' passam a liderar investigação criminal». Como qualquer português médio, associei de imediato a expressão “Três Marias” ao famoso vinho verde das Caves Casalinho, aquele que dantes vinha engarrafado naquelas garrafas bojudas, com argola no gargalo, mas que agora já adquiriu uns ares de certa modernidade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Re84jZjb-XI/AAAAAAAAAAM/exRVSvuczlo/s1600-h/tresmariasvinhobranco.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039308688856971634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 119px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" height="179" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Re84jZjb-XI/AAAAAAAAAAM/exRVSvuczlo/s320/tresmariasvinhobranco.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Tendo posto os meus neurónios a trabalhar, imaginei logo a investigação criminal, entendida como o conjunto de diligências que, nos termos da lei processual penal, visam averiguar a existência de um crime, determinar os seus agentes e a sua responsabilidade, descobrir e recolher as provas, no âmbito do processo, sobretudo dos mais importantes, a ser liderada a partir da Rua Duque de Saldanha nº 182, Bonfim – Porto (sei isto de cor, por causa de ler o rótulo tantas vezes, especialmente quando estou acompanhado de gente chata). O que até estaria correcto devido à relação de proximidade entre este local e algumas batatas quentes do panorama processual português (p.e. apito dourado).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando, seguindo o conselho de alguma gente ilustre que nas horas vagas se passeia pela blogosfera, decidi dar atenção ao conteúdo, em detrimento das aparências, verifiquei que afinal Maria José Morgado tinha sido colocada à frente do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) acumulando estas funções com a direcção da "Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado" (afinal eu não estava errado de todo); Maria Cândida Almeida, fica a dirigir o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e Maria Hortênsia Calçada, o DIAP do Porto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Estava resolvido o enigma das três Marias.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No dia em que morreu o grande pensador pós modernista Jean Baudrillard (aquele que se recusava a falar inglês, mas era admirado nos EUA, entre outras coisas, por causa de suas análises sobre a cultura de massa), dei comigo enleado na seguinte questão: “até onde nos pode conduzir a simples referência subliminar a uma garrafa de vinho?”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;© Vladimir da Lapa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127601366192218085-4065817293848665117?l=vladimirdalapa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/feeds/4065817293848665117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8127601366192218085&amp;postID=4065817293848665117&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4065817293848665117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127601366192218085/posts/default/4065817293848665117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vladimirdalapa.blogspot.com/2007/03/cada-dia-que-passa-uma-nova-surpresa.html' title='A cada dia que passa, uma nova surpresa'/><author><name>Vladimir</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09529711149925050658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://usuarios.lycos.es/gribasmarti/pensador.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mRP3j1-nauE/Re84jZjb-XI/AAAAAAAAAAM/exRVSvuczlo/s72-c/tresmariasvinhobranco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry></feed>
